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Tecnologia & Materiais


ARQUITETURA SECA
DRYWALL GANHA FORÇA NA ARQUITETURA POR SUA INDUSTRIALIZAÇÃO, FLEXIBILIDADE E AGILIDADE DE EXECUÇÃO. PARA APROVEITAR TODAS ESSAS VANTAGENS, A ESPECIFICAÇÃO DEVE SER ENCARADA DE FORMA SISTÊMICA

Por Juliana Nakamura


Tecnologia amplamente empregada no hemisfério Norte para erguer paredes de vedação, o drywall é um dos símbolos da construção seca, que prevê a substituição dos processos artesanais por uma linha de montagem composta por elementos pré-fabricados. O consumo anual de chapas de gesso acartonado (o drywall, nome que o mercado nacional preferiu conservar), é de pouco mais de 15 milhões de m², que traduz uma utilização ainda restrita em solo brasileiro. Mas sua aplicação, principalmente em edifícios comerciais e residenciais de médio e alto padrão, cresce de forma gradativa no País.

Em 2005, o consumo de chapas, principal indicador de uso dessa tecnologia, aumentou 8% no Brasil. Parte desse crescimento se deve a duas características principais da tecnologia. A primeira é a velocidade de execução, que faz com que o sistema tenha bom aproveitamento em empreendimentos hoteleiros e em instalações comerciais. Segundo os fornecedores, a instalação do drywall em paredes é cerca de três vezes mais rápida se comparada à execução da alvenaria. Estimativas dos fornecedores apontam que em uma obra com blocos e argamassa o índice de desperdício de materiais pode chegar a 30%, enquanto no drywall não passa de 5%.

Outra característica do sistema é flexibilidade agregada aos espaços. "É importante em obras que têm grande divisão de espaços. Em hospitais, por exemplo, a quantidade de paredes é muito grande, e a alvenaria certamente é um transtorno para o planejamento da obra", revela o arquiteto Waldeny Fiuza, do escritório Dória, Lopes & Fiúza. "Podemos projetar mudanças em locais ocupados e que não serão desocupados durante a obra, como escritórios, por exemplo", comenta o arquiteto Olivo Gomes. E, para vedação interna, há várias possibilidades de aplicação, desde superfícies planas, até paredes curvas, inclinadas ou recortadas.

Newton Bandini, diretor de marketing da Jorsil, resume as indicações mais comuns para o drywall: "obras com curto prazo para entrega, com necessidade de bom acabamento ou com necessidade de reduzir cargas, seja em estruturas existentes ou em projeto". O sistema também vem sendo empregado em retrofits pela facilidade de acesso às instalações hidráulicas e elétricas que podem ser embutidas na parede. Quando utilizado na forma de paredes duplas, com duas chapas de gesso e um vão entre elas, o drywall ainda colabora para o isolamento térmico e acústico, uma vez que o sistema permite a instalação de recheios como lã de rocha para atender exigências técnicas mais rigorosas.

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