Publicidade
 
Login:   Senha:   OK
 
 
 
   
Interseção


A SUSTENTABILIDADE E A ARQUITETURA
Pesquisadora afirma a responsabilidade do Arquiteto na conservação do Meio Ambiente

POR ROBERTA CONSENTINO KRONKA MÜLFARTH


Reproduzido de Architectural Design, 1997. Ilustração de Herbert Girardet
O peso das decisões ambientais: projeções otimistas apontam fim das fontes não-renováveis de energia em cerca de 50 anos. Consumo per capita de energia nos países desenvolvidos é seis vezes maior do que naqueles em desenvolvimento
Sustentabilidade. O termo é tão amplamente utilizado que ficou banalizado. Serve de referência para tudo, é usado por todos e pode significar qualquer coisa... Até mesmo por essa imprecisão, o conceito de sustentabilidade foi e ainda está sendo interpretado de forma completamente relativa, e aspectos referentes à sobrevivência ou ao conforto do usuário são colocados no mesmo prato da balança. Seu caráter multidisciplinar, além de criar dificuldades nos conceitos, também gera controvérsias nas aplicações em várias áreas do conhecimento.

O que vem a ser sustentável para a população de uma favela? A eletricidade é uma questão de sobrevivência para algumas tribos da África? Você já tentou ficar sem energia durante 24 horas? Mesmo neste universo de dúvidas e imprecisões, a "sustentabilidade" passou a ser a única esperança em face da cada vez mais concreta ameaça que paira sobre a continuidade da vida no planeta.

No decorrer da história, a relação homemmeio ambiente é marcada pelo crescente impacto gerado na natureza por nossas atividades básicas. Esses impactos fizeram com que chegássemos a um limite, praticamente esgotando nossas reservas naturais.

Os níveis alarmantes de poluição, violência, fome, escassez de água e de energia, elevação da temperatura global e danos à camada de ozônio, entre outros,nos levam a acreditar que as mudanças ambientais induzidas pelas atividades humanas excederam o ritmo natural da evolução, fazendo com que tenhamos de buscar, com urgência, formas de nos adaptarmos aos problemas que continuamos criando com tamanho descontrole.

Reproduzido de Cities People and Planet, de Herbert Girardet. Foto de Sebastião Salgado Roberta Kronka Mülfarth
Em Mumbai, Índia, aqueduto passa pela favela de Mahim para que possa alcançar e abastecer uma das regiões mais ricas da cidade Relógio em Curitiba marca o número de árvores
salvas com o programa de reciclagem na cidade

As questões sociais, como o aumento da miséria e da fome praticamente em todo o planeta, além do consumismo excessivo e desmedido, contribuíram para agravar ainda mais esse quadro.Dessa forma, a procura por soluções para melhoria do panorama tornase a única saída para a humanidade, e a busca por uma relação mais harmônica com a natureza, assim como mudanças sociais profundas, passam a ser absolutamente vitais.

Dos seis bilhões de pessoas que habitam o planeta, cerca de 1,1 bilhão é subnutrida e abaixo do peso, cerca de 2,8 bilhões, apesar do crescimento econômico mundial, tentam sobreviver com menos de dois dólares por dia e cerca de 1,3 bilhão não tem acesso à água potável.

No último século, a população se expandiu quatro vezes, aumentando drasticamente a demanda por recursos naturais (água, energia, alimento e materiais). Esse crescimento populacional, porém, não iria testar os limites ambientais tão fortemente caso não fosse acompanhado de um crescimento excessivo e descontrolado do consumo.

Em 2000, segundo o Worldwatch Institute, as áreas produtivas, incluindo plantações, minas, campos de petróleo, áreas de reflorestamento, áreas de pastagem, fontes de matéria-prima para indústria (pedra, areia, minérios, etc.), cobriam cerca de 61% da superfície mundial. Em contrapartida, as cidades, apesar de ocuparem apenas 2% da superfície, concentravam 42% de toda a população mundial. Essa organização exige que se desenvolva um esquema de abastecimento (energia, alimentos, etc., sem contar a destinação do lixo produzido) voltado para esses grandes aglomerados urbanos.

Projeções otimistas apontam para um cenário em que as fontes não-renováveis de energia durarão aproximadamente 50 anos. O consumo per capita de energia nos países desenvolvidos é seis vezes maior que nos em desenvolvimento, sendo que o consumo de água chega a ser cem vezes maior.A demanda arquitetupor água tratada tem dobrado a cada 20 anos e, mesmo que sejam adotadas soluções para reduzir o consumo, graves problemas de abastecimento, sem precedentes na história da humanidade, serão enfrentados nas próximas décadas.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>
 
   
 
 
Publicidade


Relacionados
 

aU - Arquitetura e Urbanismo :: Urbanismo :: ed 217 - Abril 2012
Marcos Boldarini transforma área de risco de favela paulistana em um ambiente de respiro em meio ao caos

aU - Arquitetura e Urbanismo :: Brasil :: ed 218 - 2012
Edifício de 1950 é transformado e modernizado com projeto de Spadoni AA, em São Paulo

aU - Arquitetura e Urbanismo :: Cenário :: ed 218 - 2012
Cenário

aU - Arquitetura e Urbanismo :: Entrevista :: ed 218 - 2012
Zaha Hadid fala sobre suas raízes e o processo de criação de suas obras

 
 
digital aU
 
 
 
     
 
Notícias  
 

16/05/2012
Região do Porto de Suape, em Pernambuco, terá cidade planejada

16/05/2012
Linha Lego Arquitetura terá miniatura do portão Sungnyemun, da Coreia do Sul

15/05/2012
Arquitetos querem concurso para projeto do metrô no Rio Grande do Sul

15/05/2012
Iphan aprova a construção de reserva arqueológica em Rondônia

 
 
lojaPini
OK
 
TAGs
Entender TAG
2012 Agenda Arquiteto Arquitetos Arquitetura Brasil CBIC concreto Concurso de Emprego Engenharia FGV Materiais Obra pesquisa profissionais Projeto Rio de Janeiro São Paulo
 
 
Guia da Construção