DAS ALTURAS
Nascido na turística Viña del Mar, no Chile, Mathias Klotz graduou-se arquiteto em 1991, pela Pontifícia Universidade Católica do Chile. Além dos projetos em território chileno, Klotz deixou sua marca em outros países, como Itália e China. Seu trabalho vai além da prancheta e é pautado por uma vida acadêmica próspera. Foi professor de arquitetura na Universidad Central, na Universidad Federico Santa María de Valparaíso, na Universidade Católica do Chile e na Universidade Diego Portales, todas chilenas.
DA ACADEMIA
Rafael Perrone entrou na FAUUSP em 1968, integrando, assim, a última turma que teve aulas na FAU da rua Maranhão. Concluiu o curso em 1973, mesmo ano em que projetou o conjunto de edifícios Onde-Sol, no Guarujá - e pelo qual recebeu uma premiação do IAB em 1983. Em 1984 recebeu o título de mestre em planejamento urbano pela Fundação Getúlio Vargas e, em 1993, formou-se doutor pela FAUUSP. É professor e pesquisador da FAUUSP e da FAU-Mackenzie. Sua última premiação foi do IAB/SP de 2004, com o Prêmio "Ex aequo" pela requalificação da área do Moinho di Sêmola Fratelli Maciotta, em Ribeirão Pires, SP.
RETORNO À BAHIA
Antigo colaborador de Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz é um dos titulares, ao lado de Francisco Fanucci, do escritório Brasil Arquitetura, fundado em 1979. Ganhou em 1998 um concurso para renovar um bairro em Berlim (AU 80) e carrega no portfólio os projetos de revitalização do Centro Histórico de Salvador e da sede da prefeitura de São Paulo. De volta à capital baiana, Ferraz acaba de ver executado o projeto do Museu Rodin Bahia, capa desta edição. As intervenções se caracterizam pela sutileza e pelo respeito ao patrimônio histórico, presente ali no Palacete Comendador Bernardo Catharino, casarão eclético que data de 1913.
NOSSA LÍNGUA, NOSSA ESCOLA
Responsável pelos projetos das exposições de 2003 e de 2005 da Bienal Internacional de Arquitetura, Pedro Mendes da Rocha desenvolveu com o pai, Paulo Mendes da Rocha, o projeto do recém-inaugurado Museu da Língua Portuguesa (AU 146), em São Paulo-SP. Retorna agora às páginas de AU com a Escola Estadual Jardim Dom Angélico II, fincada no carente bairro de Cidade Tiradentes. O uso da pré-fabricação marca o projeto, contratado pela FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão vinculado à secretaria estadual. O terreno abrigava anteriormente uma unidade feita de módulos metálicos do tipo contêiner, conhecidas na capital como "escolas de lata".