Elaboradas pelo escritório BDSP Partnership, as propostas para
eficiência energética e menor impacto ambiental do novo edifício
da Assembléia Nacional do País de Gales, cujo projeto arquitetônico
é de Richard Rogers, seguiram três princípios fundamentais:
redução da demanda por energia, adoção de
fontes renováveis e emprego de sistemas eficientes energeticamente.
Enquanto os dois últimos itens estão relacionados a tecnologias
voltadas aos sistemas prediais, o primeiro princípio é intrínseco
às características arquitetônicas.
Com respeito às estratégias de projeto para o conforto
ambiental e o menor consumo de energia, o foco está na ventilação
natural acompanhada do máximo aproveitamento da luz do sol, em
praticamente todos os espaços do edifício. No entanto, um
sistema composto de equipamentos para ventilação mecânica,
arrefecimento e aquecimento foi projetado para ser acionado nos períodos
em que as estratégias passivas não forem capazes de responder
às exigências de conforto dos usuários. Esse uso de
estratégias passivas e ativas caracteriza o chamado condicionamento
ambiental em modo-misto (mixed-mode).
Assim como na concepção da climatização,
a iluminação artificial também é tida como
um sistema complementar, que ainda responde pela função
de ser um elemento valorizador do espaço e da obra arquitetônica.
Orientado na sua maior extensão sobre o eixo sudoeste-nordeste,
o edifício tem suas fachadas mais extensas voltadas ao sudeste
e noroeste. Vale destacar que essa orientação foi determinada
por diretrizes urbanísticas com o intuito de seguir a malha do
ambiente construído do entorno. Nesse sentido, o impacto da exposição
do edifício à insolação é tratado nas
soluções arquitetônicas que dizem respeito à
forma e ao projeto das fachadas e coberturas, somadas à distribuição
dos usos.
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