O escritório paulista Königsberger Vannucchi Arquitetos
Associados, com 35 anos de atividades, já desenvolveu cerca de
700 projetos, quase 4 milhões de m² construídos, muitos
deles premiados no Brasil e no exterior. Apesar do sucesso obtido, Jorge
Königsberger e Gianfranco Vannucchi não conseguem parar e
colher os frutos da vitória: para manter intacta a valiosa equipe
de 20 profissionais do escritório, eles precisam trabalhar intensamente,
de maneira contínua e organizada.
Jorge Königsberger abriu seu escritório em 1971, recém-diplomado
em arquitetura pela Universidade Mackenzie. Pouco depois, aceita como
estagiário o estudante da FAUUSP Gianfranco Vannucchi, italiano
que chegou a São Paulo ainda criança. Em 1975, já
formado, Vannucchi passa a sócio, e os dois iniciam a longa parceria.
Hoje, Königsberger Vannucchi é referência obrigatória
na arquitetura de edifícios comerciais, além de atuar em
áreas diversificadas, de programas e escalas variados.
Em entrevista à AU, os arquitetos falam de suas experiências,
inclusive na direção da AsBEA (Associação
Brasileira de Escritórios de Arquitetura), analisam o movimento
migratório dos escritórios pela cidade de São Paulo
e a contínua evolução dos edifícios comerciais.
Também discorrem sobre o impacto da informatização
nos edifícios e no próprio trabalho do profissional de arquitetura
e pontuam os momentos mais importantes da trajetória profissional
conjunta, indicando alguns de seus projetos que marcam a cidade e servem
de testemunha de uma arquitetura comprometida com a seriedade e a qualidade.
aU COM QUAIS PROJETOS VOCÊS
PONTUARIAM OS 35 ANOS DA HISTÓRIA DO ESCRITÓRIO?
JORGE KÖNIGSBERGER A nossa
história está muito ligada aos edifícios de escritórios.
No início das nossas atividades, na década de 1970, trabalhamos
por algum tempo com a construção de residências. Mas,
já no final da década e início dos anos 80, nossos
maiores clientes e os de muitos outros arquitetos foram as redes bancárias,
que usavam a arquitetura de suas agências como representação
e marketing. Como esses bancos tinham necessidade de espaços de
escritórios para suas atividades, logo começamos a desenvolver
esses projetos. Dois edifícios específicos marcam essa fase
do nosso escritório, um deles fica na (rua) Joaquim Floriano (no
bairro do Itaim, zona sul de São Paulo), que depois foi vendido
e teve sua fachada desfigurada à nossa revelia, e outro, irmão
dele, na avenida Angélica (região central de São
Paulo), que está lá até hoje, junto à Escola
Panamericana. Ao longo da década de 80, desenvolvemos muitos outros
edifícios de escritórios de lajes médias ou conjuntos
comerciais, e de alguma maneira estabelecemos um certo padrão,
que resultou, já no final da década, no edifício
Terra Brasilis.
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