A proposta do Ministério das Cidades ocupou um vazio institucional
que retirava o governo federal da discussão sobre a política
urbana e o destino das cidades. Além da ausência da abordagem
mais geral, havia a ausência de marcos institucionais ou regulatórios
claros para as políticas setoriais urbanas, caso das áreas
de saneamento, habitação e transporte. O Ministério
das Cidades teve sua estrutura baseada nos três principais problemas
sociais que afetam as populações urbanas e que estão
relacionados ao território: a moradia, o saneamento ambiental (água,
esgoto, drenagem e coleta e destinação de resíduos
sólidos) e as questões do transporte da população
urbana - mobilidade e trânsito.