O grés porcelanato é a rocha feita pelo homem",
define Otavio Luiz do Nascimento, engenheiro civil, mestre em ciências
dos materiais e diretor da Consultare. O material é uma versão
evoluída da cerâmica - que pode imitar os desenhos
de pedras, madeira e outros produtos - com a vantagem de ser mais
resistente, impermeável e apresentar acabamento uniforme. O revestimento
está tomando o lugar das pedras e do alumínio ao unir qualidade
com bom custo. "A tendência é, em breve, também
substituir a cerâmica. O preço ficará mais competitivo",
prevê Nascimento.
O porcelanato é composto por argilas selecionadas mais fundentes
especiais. Prensada e queimada a altas temperaturas, a mistura resulta
em uma massa compacta, homogênea, densa e vitrificada, que é
apresentada nos acabamentos polido e natural, e em grandes formatos (45
x 45 cm, 60 x 60 cm, 60 x 120 cm, 100 x 100 cm e 100 x 200 cm), além
das medidas tradicionais.
Por ser um acabamento de baixa absorção, a princípio,
o porcelanato só era utilizado em pisos. "O desenvolvimento
das argamassas e o surgimento de formatos maiores impulsionaram o seu
uso em fachadas", esclarece Jonas Silvestre Medeiros, engenheiro
civil, doutor em revestimentos de fachada e diretor técnico da
Inovatec Consultores. Estabilidade de cores e praticamente ausência
de expansão por umidade faz o acabamento ser também apropriado
para a instalação no exterior de edifícios. No entanto,
por aqui, Jonas alerta que ainda não há normatização
para placas a partir de 400 cm2.
Formas de aplicação
A instalação do porcelanato pode ser a tradicional aderida
ou a mecânica. A escolha entre os dois depende do projeto de fachada
e do estudo de viabilidade econômica.
O sistema aderido é executado com argamassa colante AC3, de elevada
aderência, ou bicomponente, com maior capacidade de deformação.
Nesse tipo de aplicação, deve-se pressupor as ações
dos agentes naturais e das movimentações intrínsecas
dos materiais, devido às variações higrotérmicas.
Ao especificar esse sistema, Medeiros alerta para a necessidade de juntas
de no mínimo 5 mm, garantindo a movimentação do material,
e juntas de dilatação de, pelo menos, 1/3 do emboço.
Na Europa, que adota a fachada-cortina para a fixação das
placas, o processo mecânico ou afastado já é consagrado
e é oferecido como solução completa. "São
sistemas testados e homologados", afirma Medeiros. No Brasil, porém,
"pela falta de cultura, de fornecedores e do custo elevado, a execução
do afastado é com insertos metálicos - semelhante
ao granito", explica Nascimento. As placas podem ser presas com garras
ou parafusos, ainda que este último não seja recomendado
por exigir modificação da espessura. Por aqui, apenas a
Gyotoku comercializa a solução com insertos, assumindo o
projeto e a execução.
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