A palavra patrimônio, do latim patrimonium, em seu sentido estrito significa "dádiva do pai" ou, por extensão, "aquilo que se recebe do pai por herança". Pelo senso comum, a essa definição se acrescentaram outras conotações, como a econômica, que lhe atribuiu o significado do conjunto de bens com valor monetário acumulados durante nossa existência.
Associada ao conceito de história, compõe a expressão "patrimônio histórico", que constitui, pelo menos há dois séculos, um campo profissional desafiador para arquitetos, engenheiros e construtores. Fisicamente, relacionado aos edifícios, monumentos, locais, mecanismos e objetos, o patrimônio histórico igualmente pode ser observado de um ângulo mais abstrato, ligado a todo o conjunto cultural de práticas, hábitos e costumes que geraram o ambiente humano que conhecemos.
Essa matéria apresenta interfaces importantes com as artes plásticas, as ciências humanas e as ciências sociais, e é comum sua associação à conservação de sítios e construções antigas, o que pode ser uma redução de seu amplo espectro de significados e possibilidades. Em nosso caso, é interessante refletir sobre como a arquitetura e a engenharia de estruturas, dois campos profissionais de caráter tecnológico, podem juntos interferir e contribuir para a consolidação de teorias e a construção de novos conhecimentos a esse respeito.
Se entendermos a história como a narração metódica dos fatos notáveis da vida dos povos, um ponto de partida para tal estudo seria a identificação de quais desses marcos são importantes de guardar na memória coletiva e social, compondo seu efetivo patrimônio.
A física e a matemática, disciplinas que muito contribuem para a resolução de problemas construtivos e estruturais na arquitetura, oferecem bons recursos para eventuais investigações tecnológicas sobre o patrimônio histórico, com o objetivo de identificar o que seria essa "verdadeira memória".
PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | Próxima >>