O novo conjunto corporativo formado pelas torres Thomas Edison, de 17 pavimentos-tipo, e Graham Bell, com 18, implantado sobre imponente base horizontal formada pelo piso térreo e três pavimentos de garagem, ocupa toda uma quadra da avenida Agamenon Magalhães, importante eixo viário que corta a ilha do Leite, zona central de Recife. Até há bem pouco tempo, esse bairro recifense era ocupado por residências de classe média e tinha como principal referência o Hospital de Beneficência Portuguesa, implantado em meio a um imenso terreno arborizado. Com as obras de modernização e ampliação desse grande hospital, muitas residências deram lugar a consultórios e clínicas. Logo, outros hospitais foram atraídos para a região, o que terminou consagrando o local como importante pólo médico.
Mais recentemente, obras de impacto como o Fórum do Recife, a urbanização da Ilha Joana Bezerra, a conclusão do complexo viário Joana Bezerra-Cabanga e da avenida Beira Rio propiciaram acessos mais rápidos aos prestigiados bairros da beira-mar na zona Sul, assim como ao Centro e a outros pontos da cidade. Isso fez acelerar a construção de novos edifícios por todo o bairro, principalmente ao longo da grande avenida, destinados a abrigar não apenas consultórios e serviço da área médica, mas também instalações de outros setores da atividade econômica, inclusive sedes de grandes corporações. Nesse contexto, o conjunto das duas torres se impõe como uma das âncoras desse novo uso que começa a se afirmar na área.
A forte incidência do sol poente sobre o local fez com que o arquiteto projetasse fachadas cegas na face voltada para a avenida e direcionasse as aberturas dos volumes no sentido norte-sul. O volume horizontal das garagens, que serve como embasamento das duas torres, foi projetado em balanço sobre as lojas e acessos dos edifícios, o que propiciou o sombreamento adequado à circulação externa e um perfeito diálogo do conjunto com o entorno.
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