Grades, muros, cercas elétricas e a proliferação de condomínios fechados são algumas das interferências que o medo da violência provoca na paisagem urbana. Mas de que forma a arquitetura e o urbanismo interferem nessa violência? É possível minimizar o problema simplesmente com a implementação de conceitos arquitetônicos e urbanísticos específicos? Independentemente da resposta, existe um consenso entre os profissionais da área de que os atuais recursos espaciais de segurança - ainda que bem intencionados - só contribuem para perpetuar o problema. Um primeiro e importante passo para diminuir a violência seria usar a arquitetura e o urbanismo para intensificar a vivência urbana, diminuir a segregação espacial e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. AU conversou com arquitetos, políticos e sociólogos para saber se, afinal, a arquitetura e o urbanismo podem contribuir para a diminuição da violência
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A sociedade na Idade Média construía as muralhas e fossos ao redor das fortalezas para se proteger do inimigo. Os muros altos que circundam nossas casas e condomínios...
Silvio Parucker,
arquiteto e coordenador do curso de arquitetura
e urbanismo da Universidade Federal do Paraná
Sim. Exemplo disso são os projetos de intervenção social e revitalização de áreas públicas de lazer e cultura que resgatam a identidade cultural de uma determinada...
Bruna Charifker,
arquiteta e socióloga do Núcleo de Estudos
da Violência (NEV) da USP
Sim. Ruas sem vida são inseguras. Jane Jacobs já dizia que a segurança dos espaços urbanos é favorecida pelos 'olhos da rua', ou seja, pela quantidade de pessoas...
Luiz Paulo Conde,
arquiteto e secretário de Estado
de Cultura do Rio de Janeiro

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