Assim, quem chega da rua depara-se com a marquise que sinaliza a entrada
principal da livraria e a rampa de acesso ao mezanino, demolida pelo proprietário
um pouco antes do tombamento do edifício, e refeita agora por Brandão.
O arquiteto inverteu o percurso original da subida e acrescentou uma escada.
Embaixo do mezanino, onde antes iniciava o ingresso em aclive, foi reservada
uma área para exposições temporárias.
No final do acesso ao mezanino estruturado em metal, chega-se a um mall
com sofás e monitores de plasma. Na entrada da loja, fica a seção
destinada ao público infantil, povoada por dragões que estimulam
os pequenos a embarcar na fantasia da literatura. Nesse mesmo piso ficam
as áreas de CDs e DVDs.
No primeiro piso, uma das vedetes é a seção de jazz
e música clássica, que oferece selos raros e em breve venderá
discos de vinil. Essa área foi isolada do resto do ambiente por
uma divisória de metal e vidro, que repete o desenho da janela,
dos guarda-corpos e corrimãos.
No lado oposto desse mesmo piso fica a outra estrela da Livraria. O
Teatro Eva Herz, detalhado pela equipe do Espaço Cenográfico
e com projeto de acústica do arquiteto Milton Granado, da Daltrini
Granado. Aqui também fica a área para as já tradicionais
noites de autógrafos, instalada no triângulo que se debruça
sobre o vazio. Há ainda mais seções de livros, distribuídas
em nichos divididos por assunto.
Entre o térreo e o mezanino, a rampa abriga uma parte dos expositores
de livros e um setor de leituras sobre amplos degraus onde estão
dispostos pufes. O programa do térreo inclui o café, montado
em pareceria com o Restaurante Viena, e o segundo acesso lateral pela
rua Padre João Manoel. Para trazer luz natural e integrar o ambiente
ao exterior, o arquiteto obteve permissão do Conpresp (Conselho
Municipal de Preservação do Patrimônio) para abrir
a grande parede cega da alameda Santos formando janelões.
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