Praça do Patriarca, 1920. A cena urbana remetia à Belle
Époque francesa, com suas construções marcadas pelo
ecletismo e revelando o glamour e o brilho de uma época. O arquiteto
Ramos de Azevedo projeta, então, o edifício Lutetia, evocação
do nome dado pelos romanos à cidade de Paris. A família
Álvares Penteado, uma das mais tradicionais da sociedade paulistana,
destina o prédio para uso comercial. O entorno já estava
formado pela Igreja de Santo Antonio (1640), do outro lado da praça,
e a edificação do primeiro Mappin Stores completando o quarteirão
e compondo a Praça do Patriarca. Do outro lado do viaduto do Chá
o esplendor do Teatro Municipal e do prédio da Light & Power.
Exemplo marcante da arquitetura que predominou no centro paulistano naquele
período, o Lutetia é um símbolo histórico
tombado em 1992 pelo Conselho Municipal de Preservação do
Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São
Paulo (Conpresp).