NORMA PADRONIZA PLUGUES E TOMADAS BRASILEIROS
Os plugues e tomadas brasileiros devem ser totalmente modificados até janeiro de 2010. Mas, dependendo do tipo de material elétrico, o prazo é ainda menor. A lei 11.337, sancionada pelo presidente Lula em julho de 2006, deve acelerar o processo de transição dos modelos antigos para os novos, pois prevê que todas as instalações elétricas de construções iniciadas após 90 dias de sua publicação são obrigadas a ter o condutor de proteção (fio terra) e as tomadas deverão ter o contato de aterramento (2P+T). Além disso, todos os equipamentos elétricos sensíveis à variação brusca de tensão serão obrigados a ter um plugue com contato de aterramento em um prazo de 15 meses após a publicação da lei.
As mudanças vêm sendo estudadas desde a década de 1990 pelos fabricantes, laboratórios de pesquisa e representantes do governo. Em 2002, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) criou a NBR 14136, que padroniza as dimensões de plugues e tomadas de características nominais até 20 A/250 V em corrente alternada, para uso doméstico e análogo e para a ligação a sistemas de distribuição com tensões nominais entre 100 V e 250 V.
Após a implantação total, o Brasil terá apenas um modelo de tomada fixa: dois pinos + um pino terra (2P+T para 10 A e 20 A), além de plugues e tomadas móveis do tipo 2P e 2P+T. Os pinos e contatos terão a mesma forma geométrica redonda. A padronização do formato geométrico dos novos produtos, por exemplo, não permite que haja contato elétrico se apenas um dos pinos estiver inserido, evitando o choque.
O maior impacto da norma recai sobre os fabricantes, que devem adequar sua produção. Os produtos certificados com plugues e tomadas no formato atual podem ser comercializados até esgotarem os estoques. De acordo com Gustavo Kuster, gerente da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade (Dipac) do Inmetro, hoje, no Brasil, são encontrados cerca de 12 tipos de plugues e 14 de tomadas que, muitas vezes, não garantem a total segurança do consumidor. Para Kuster, os principais impactos da norma serão percebidos pelos consumidores nos eletroeletrônicos que consomem muita energia elétrica. Isso porque, a partir de 2010, todos esses aparelhos deverão conter plugues com três pinos (dois pinos + um pino terra). Os plugues de produtos mais recentes já foram modificados, e aqueles com pinos chatos não estão sendo mais comercializados. Apenas em 2010, quando o consumidor quiser trocar de geladeira, por exemplo, terá que mudar a tomada da sua casa, para que o aparelho funcione", explica Gustavo Kuster.
PARCERIA REVITALIZA PRAÇAS NA PERIFERIA DE SÃO PAULO
O Instituto Sou da Paz e a SulAmérica firmaram parceria e, no final de julho, anunciaram o projeto Praças da Paz SulAmérica. Trata-se de um projeto social destinado à revitalização, por meio da participação da comunidade, de três praças na periferia de São Paulo: em Brasilândia (zona norte), Lajeado (zona leste) e Jardim Ângela (zona sul). A proposta é estimular a ação e a participação cidadã nesses locais, cujo índice de vulnerabilidade juvenil é alto, buscando a melhoria da estrutura física dos espaços, e a prevenção da violência. De acordo com Marcus Góes, coordenador da área de Juventude do Instituto Sou da Paz, "a revitalização dos espaços de forma coletiva restabelece as relações de confiança e intensifica a convivência, estimulando o desenvolvimento de ações de interesse comum e, conseqüentemente, a sensação de segurança". Foram definidos alguns critérios para a escolha das praças, como, por exemplo, locais com pouca opção cultural e de lazer, localização em espaços de passagem, encontro e muita movimentação e que estejam atualmente em estado de degradação. Os projetos serão desenvolvidos pelo Estúdio 6 Arquitetos e o Mínima Arquitetura, que devem trabalhar em conjunto com os jovens locais para definir a estrutura que mais se encaixe às necessidades. "Um lugar malconservado e esquecido é mais uma forma de exclusão social, o que contribui para o aumento da violência nessas regiões", afirma Carol Kaphan Zullo, arquiteta do Mínima Arquitetura. Alexandre Mirandez de Almeida, do Estúdio 6, complementa lembrando a importância de um projeto como esse, principalmente pela participação dos moradores em cada etapa do trabalho. "É um desafio para nós, arquitetos." A SulAmérica investiu 2,5 milhões de reais divididos em quatro etapas de um ano cada: implantação; desenvolvimento e consolidação da gestão participativa; suporte aos grupos mobilizados e monitoramento. A intenção é que, a cada ano, a participação do Instituto Sou da Paz e da SulAmérica seja menor, estimulando a autonomia dos grupos na gestão das praças.
A previsão é que as Praças da Paz tenham quadras, parques infantis, bancos e mesas, espaços cobertos, palcos e áreas para apresentações culturais desenvolvidos para todas as faixas etárias.
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