De acordo com Gustavo Maschietto, engenheiro responsável pela execução da obra-de-arte em Rio das Ostras, um dos grandes desafios do projeto foi construir uma nova ponte mantendo-se a antiga em funcionamento. Por situar-se em zona urbana e de comércio, a rodovia Amaral Peixoto tem tráfego contínuo e ininterrupto de aproximadamente 40 mil veículos por dia, além do intenso trânsito de ciclistas e pedestres.
Assim a obra foi dividida em duas etapas, com a execução de duas pistas em cada uma. Dessa forma, o tráfego pôde ser desviado para as duas primeiras pistas concluídas antes do início dos trabalhos da segunda etapa, em que mais duas pistas foram construídas exatamente sobre a ponte antiga.
Para atender à condição provisória de suporte da ponte sem a ancoragem dos cabos, foram executados blocos de apoio do tabuleiro com estacas pré-moldadas. Pronta a segunda metade, fez-se o estaiamento, demolição dos apoios provisórios e da antiga ponte. Durante a demolição, um cimbramento de proteção evitou a queda de destroços dentro da calha do rio.
Para sustentar os blocos definitivos, foram executadas, no local, fundações do tipo estacas-raiz com argamassa e ferragens, enquanto os blocos provisórios do tabuleiro foram embasados por estacas pré-moldadas. Em seguida, sobre os blocos finalizados, foram lançadas as vigas longitudinais e montada a laje pré-fabricada do tabuleiro, que serviu de fôrma para a base de concreto. O pavimento recebe, então, uma camada de concreto betuminoso usinado a quente, espalhada e alisada com equipamento de rolo liso.
PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3 | Próxima >> |