A execução dos mastros, dada sua geometria e a situação da obra, também foi bastante complexa. Houve uma grande pesquisa em busca do melhor sistema, tipo de fôrmas e de concreto. Os mastros foram executados pelo sistema de fôrmas trepantes, que utiliza painéis de compensado revestidos com PVC e estruturados com perfis industriais. As ferragens, que no início eram armadas nos próprios mastros, passaram a ser armadas no solo e erguidas por uma grua até a colocação no pilares. "Esse processo, desenvolvido na obra e pela equipe de engenharia, reduziu drasticamente o tempo de execução do segundo mastro", explica João Pedro Backheuser.
As armações finais, que recebem os estais, foram feitas com gabaritos metálicos já acompanhados dos tubos-fôrma embutidos destinados ao estaiamento. Cada conjunto foi içado para o topo do mastro, onde foram montados complementos de armação para a posterior execução da fôrma. Após a conclusão dos pilares, foi possível executar a passagem dos estais para ancoragem do tabuleiro.
A manutenção dos estais deve ser feita a cada três anos, para eventuais ajustes necessários.
No entorno, foi necessária a execução de um aterro de aproximação para nivelamento das duas margens da rodovia com o novo nível da ponte. Paralelamente ao aterro, foi realizada a terraplenagem parcial do retorno da via lateral abaixo do tabuleiro, na margem direita do Rio das Ostras.
Os aterros nas duas margens do rio foram pavimentados para liberação parcial do tráfego na rodovia. Nas laterais do tabuleiro foram executadas calçadas para pedestres com blocos intertravados de concreto. A urbanização contou com sinalização, pintura de faixas, iluminação e instalação de acessórios.