Toques de sofisticação e a tarefa de oferecer conforto sem abrir mão da economia: essas novas características dos banheiros mostram que, mais do que um local apenas funcional, o espaço ganha destaque na composição da casa. A escolha dos metais sanitários, por exemplo, já não está ligada apenas ao design das peças. Ao especificar, o profissional leva em conta questões como a qualidade técnica do produto, o padrão do empreendimento, o estilo de vida do proprietário, a harmonia com os ambientes e louças, o sistema de aquecimento, a economia de água e a preservação do meio ambiente.
Os fabricantes alertam que um bom projeto pode levar a uma redução no consumo de água de até 60% em um banheiro de escritório e de 30% nos residenciais. Tecnologia não falta e a eletrônica presente no funcionamento dos metais já é uma realidade no Brasil, com sistemas de vedação, mecanismos termostáticos e arejadores para controle do jato de água, alguns dos dispositivos que deram ao simples abrir e fechar de uma torneira mais do que a missão de fazer as pessoas lavarem as mãos - inclusive quando o sentido é o uso responsável e racional da água.
Uma torneira automática, por exemplo, é 20% mais econômica que a convencional. E a eletrônica, 40%. A torneira automática funciona com um sistema hidromecânico e seu tempo para fechamento é limitado pelo mecanismo - a norma técnica está sendo atualizada, mas o tempo de abertura das torneiras está definido em uma faixa de quatro a dez segundos. Já a torneira eletrônica possui um sensor de presença do tipo infravermelho, que detecta a presença de um usuário e libera o fluxo de água.
Uma válvula de descarga automática pode deixar a conta de água 50% menos salgada e uma válvula de fechamento automático para ducha equipada com um restritor de vazão de 8 litros por minuto chega a diminuir em 62% o consumo em locais de alta pressão. O preço dessas peças no mercado é, em geral, acima do praticado nos modelos convencionais - pode chegar a 300%, no caso das eletrônicas - valor que, de acordo com os fabricantes, pode ser amortizado em um ano.
De olho na qualidade
Os metais sanitários fazem parte do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) desde 1999, que verifica a qualidade dos produtos com auditorias nas unidades fabris das empresas participantes e na aquisição de amostras de empresas não-participantes em lojas de diversas regiões do País. Os testes se baseiam em pelo menos oito normas técnicas e consistem em análises visuais, de dimensão, de estanqueidade, alinhamento, vazão, resistência ao torque na instalação, ao torque de acionamento excessivo, à corrosão e ao uso freqüente. Em levantamento realizado em junho de 2007, 80% dos produtos atendiam aos requisitos especificados nas normas técnicas.
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