Ambientes eficientes e flexíveis
Tubulações embutidas no piso elevado e nas colunas compõem a solução adotada pelo arquiteto para racionalizar a obra, facilitar a manutenção e promover o conforto dos usuários. Graças a esses sistemas, as instalações são versáteis, permitindo remodelações de planta e vistoria nos shafts instalados a cada trecho.
O cabeamento pôde ser distribuído sob as placas do piso, resolvendo a passagem da elétrica e da lógica do edifício. Já o novo sistema de ar-condicionado teve as redes hidráulicas para distribuição de água gelada e os dutos para suprimento de ar externo instalados nas prumadas verticais, aproveitando os espaços existente nos shafts que correm no perímetro das fachadas, junto aos pilares.
Equipado com torre de resfriamento na cobertura, o sistema de ar-condicionado teve os fancoletes instalados em cada pavimento, embutidos nos caixões delimitados pelas vigas originais. Localizados próximos aos vãos das janelas, os evaporadores, por meio dos próprios retornos, captam o ar aquecido pela radiação solar em forma de corrente ascendente, resfriam-no e insuflam-no de volta ao ambiente.
Além de economizar energia, o sistema evitou o uso de forro para a passagem da tubulação, o que permitiu obter um pé-direito médio de 2,50 m. A solução ainda viabilizou a criação de fumódromos, pois responde ao uso de 15 m3/h de renovação de ar. "Além de resfriado, o ar também é tratado!", explica o arquiteto. Apesar de ser vedado por grossa alvenaria, em função do ruído externo o imóvel recebeu novas esquadrias fixas com proteção acústica, e vidros levemente esverdeados e refletivos que reduzem o calor.
O layout interno foi adaptado aos usos atuais, com ambientes separados por paredes de drywall ou placas duplas (de 8 cm a 10 cm) de compensado, recheadas com lã de vidro. Nas extremidades do edifício, ficaram os grupos de sanitários com janelas basculantes, eliminando a tradicional exaustão mecânica.
As fachadas voltadas para sul e oeste, com sol poente marcante, asseguram ambientes claros, apresentando níveis que ultrapassam o grau de satisfação determinado pelos padrões de iluminação natural. A transparência interior é atestada pelo uso do vidro em uma parte das divisórias. "De qualquer sala o funcionário vê a janela", afirma Di Filippo. A iluminação é complementada por lâmpadas fluorescentes em luminárias espelhadas, que refratam a luz no espaço gerando um iluminamento de 500 lux/m2. O arquiteto destaca que a solução "é simples, de vida longa, econômica e de custo reduzido."
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