A elegância da nova embaixada da Suíça em Washington não é simplesmente resultado de um rigor estético e, convenhamos, extremamente formal e correto, definido pela parceria entre o arquiteto norte-americano Steven Holl e o suíço Justin Ruessli. Mais do que isso, a casa do embaixador da Suíça na América é revestida pelo símbolo, pois quer celebrar os brancos picos de neve e as negras pedras do Alpes suíços no contraste entre claro e escuro das fachadas. E enquanto faz isso, concede aos moradores uma visão estratégica do monumento de Washington - o obelisco emblemático da capital norte-americana.
O projeto de Holl-Ruessli foi escolhido entre outros apresentados por nove equipes que tomaram parte em um concurso promovido pela agência suíça federal responsável por prédios públicos. Implantada no ponto mais alto do terreno retangular de pouco mais de dois mil metros quadrados, a casa de dois pavimentos organiza-se ao longo de uma linha diagonal em direção ao monumento, e agrupa quatro volumes retangulares que formam uma planta em cruz. O projeto foi premiado em 2007 pelo American Institute of Architects (AIA) e pelo Royal Institute of British Architects (RIBA) e destaca-se por mesclar soluções contemporâneas de design a sistemas sustentáveis.
Além do indiscutível rigor estético da grande construção que se materializa em um jogo de volumes ortogonais, a escolha do projeto de Holl pela comissão avaliadora suíça baseou-se fortemente no fato de o arquiteto norte-americano não ter se balizado pelas referências do norte-americano Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) ao definir o emprego de sistemas de sustentabilidade, e sim na norma suíça Minergie, marca de certificação de sustentabilidade que supera as exigências do LEED. "Sustentabilidade foi a palavra chave quanto às necessidades do cliente", explica Olaf Schmidt, arquiteto do escritório de Holl responsável pelo desenvolvimento do projeto.
Ainda de acordo com Schmidt, um dos grandes desafios de se projetar uma residência de embaixada é integrar com inteligência espaços públicos de grande exposição e áreas privadas de convivência íntima. Além disso, uma casa representativa de outro país deve incorporar marcos culturais de referência que também possam contemplar as exigências básicas de uma residência unifamiliar.
Para tanto, a separação entre público e privado é feita da maneira mais eficiente possível. Espaços de uso oficial destinados a cerimônias e recepções concentram-se no térreo enquanto os de uso privado se distribuem ao longo do primeiro pavimento. Simples e direto.
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