O engenheiro Mauro Vernalha, diretor técnico
da construtora Conceito, responsável pela obra, explica que,
em função do prazo, a estrutura do Icon Faria Lima
é formada por lajes de concreto semiplanas e pilares periféricos.
Exigiu particular atenção da equipe de construção
a mudança de seção dos pilares do prédio,
que subiram cilíndricos e passaram a retangulares ao serem
incorporados às fachadas dos pavimentos-tipo, sem contar
algumas mudanças de carga.
A execução dos quatro subsolos exigiu paredes-diafragma
e fundações aparentemente simples, como sapatas. "O
terreno na região é extremamente duro, diz Vernalha,
"o que se economiza em fundações, se gasta na
terraplanagem".
A colocação das esquadrias consumiu um tempo considerável.
Foram definidas esquadrias semi-unitizadas, ou seja, instaladas
já com o vidro e deslocadas sobre trilhos nas fachadas, mas
não incorporadas aos painéis de granito, que foram
aplicados separadamente, presos com insertes metálicos.
Os vidros são colados nas esquadrias no próprio canteiro,
e o conjunto é içado até o local de instalação.
De acordo com Vernalha, um sistema totalmente unitizado, ou seja
painéis de vidro com granito, encarece a execução
desse subsistema em cerca de 50%.
A logística da obra foi um dos maiores desafios da construção
do Icon. “Tivemos de garantir entradas e saídas de
veículos pesados em meio ao tráfego intenso da Avenida
Brigadeiro Faria Lima, visto que as ruas contíguas, estreitas
e também muito movimentadas, não podem receber esse
tipo de transporte, diz Vernalha.” |