NORMAN FOSTER PROJETA O PRIMEIRO AEROPORTO ESPACIAL PARA VÔOS
COMERCIAIS
O escritório
de arquitetura londrino Foster + Partners ganhou o concurso para construir
o primeiro aeroporto espacial particular do mundo, que será o terminal
de controle para vôos comerciais da Virgin Galactic. A equipe coordenada
pelo arquiteto Norman Foster venceu a competição entre onze
concorrentes e irá trabalhar com um grupo de engenheiros de São
Francisco, nos Estados Unidos, para erguer a estrutura de 180 milhões
de dólares no deserto de Chihuahuan, no Novo México. O início
da construção acontece em 2008, com término previsto
para 2010, já em funcionamento para vôos comerciais tripulados
para o espaço.
A edificação, que segue os conceitos de responsabilidade
ecológica seguidos pelo estúdio de Foster, será construída
abaixo da terra para reduzir o espaço ocupado acima do deserto,
diminuindo os contrastes extremos entre o clima desértico e o interior
do edifício.
A proposta é aproveitar ao máximo as energias verdes –
eletricidade gerada parcial ou integralmente por recursos naturais como
sol, vento, biogás e recursos hídricos de baixo impacto
– utilizando, por exemplo, condutores fotovoltaicos para eletricidade
e reciclagem de água, beneficiando-se ainda das enormes janelas
que permitem a entrada de luz natural no edifício e dão
vista para a pista de decolagem.
Usando técnicas e materiais regionais, a estrutura do aeroporto
espacial possui um formato sinuoso, cujas dimensões remetem a uma
nave espacial, digna de filmes de ficção científica.
O prédio terá ainda um espaço comum para exposições
com a história do lugar e da exploração espacial.
CAU GERA POLÊMICA ENTRE IAB E CREA/CONFEA
Polêmica na rede. O CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), que
parecia já ser um caminho tranqüilo e aceito por todas as
partes, entrou na pauta das discussões – com os arquitetos
de um lado e o sistema Crea/Confea de outro.
A causa: uma entrevista dada pelo engenheiro Marcos
Túlio de Melo, presidente do Confea, a Rafael Frank, repórter
da revista Téchne, e publicada no portal PINIweb em setembro. Marcos
Túlio declarou que não considera desejável o processo
de separação dos profissionais de arquitetura do Confea.
"Há uma idéia de que um conselho próprio daria
outra tônica à arquitetura e que o Confea seria um entrave
ao seu desenvolvimento. É como se a evolução do profissional
estivesse atrelada a um conselho ou fosse resolvida por ele", analisa,
e segue: "Com a separação, haverá um período
de desestruturação para haver a reestruturação".
O arquiteto Gilberto Belleza, presidente do IAB-DN,
contestou as argumentações de Marcos Túlio. "É
evidente que o presidente do Confea irá se manifestar contra o
novo conselho. Os arquitetos são sem dúvida uma das principais
participações. Há uma contribuição
financeira muito grande, uma posição política bastante
valiosa. A saída tende a explodir o Confea/Crea, pois outras categorias
desejarão a mesma coisa", analisa. Para Belleza, a declaração
do presidente do Confea provocou surpresa entre os arquitetos. "Essa
posição é exatamente contrária à sua
proposta em campanha política", diz. Sobre a declaração
de que haverá uma desestruturação, Belleza rebateu
dizendo que haverá um processo de transição. "Inclusive
para que os arquitetos não saiam de mãos abanando. Esse
é outro problema, pois a categoria tem direito a uma boa parcela
de todo o patrimônio do sistema Confea/Crea", diz.
As entrevistas completas e a carta-resposta do
IAB-BA enviada à redação da PINIweb estão
disponíveis no portal www.piniweb.com.br
SERPENTINE PAVILION DESTE ANO LEVA ASSINATURA DE SNÆHETTA
A
versão 2007 do pavilhão adjacente da Serpentine Gallery,
construída no Hyde Park, em Londres, é assinada pelo artista
dinamarquês Olafur Eliassom e pelo arquiteto norueguês Kjetil
Thorsen, do escritório SnÆhetta, e está aberta à
visitação do público entre agosto e novembro deste
ano. Com estrutura que se assemelha a uma espiral, o prédio possui
uma rampa em caracol que faz duas voltas completas até chegar ao
topo, onde se encontra a galeria principal, culminando em uma vista para
o Kensington Garden e todo o piso térreo. O edifício é
revestido de madeira, com a abertura da rampa para o exterior controlada
por um conjunto de velas de tecido.
Meio dinamarquês, meio islandês, Olafur Eliasson tem seu
estúdio em Berlim. Em seus projetos, busca explorar a relação
do homem com os espaços que o rodeiam, aplicando tais conceitos
também em projetos de arquitetura, quase sempre galerias e pavilhões
de arte. Kjetil Thorsen é co-fundador do SnÆhetta, um dos
principais ateliês escandinavos de arquitetura, com escritórios
em Oslo e Nova York. Thorsen
é autor de vários projetos premiados para edifícios
públicos, sendo a nova Biblioteca de Alexandria, no Egito, o seu
trabalho mais relevante. Thorsen e Eliasson já realizaram outros
trabalhos em parceria, caso da New National Opera House, em Oslo, atualmente
em construção.
Todos os anos, uma comissão organizadora da Serpentine Gallery
convida artistas e arquitetos internacionalmente renomados para projetar
uma estrutura provisória no parque londrino. A missão já
coube a Rem Koolhaas e Cecil Balmond, 2006; Álvaro Siza e Eduardo
Souto de Moura com Cecil Balmond-Arup, 2005; MVRDV, 2004; Oscar Niemeyer,
2003; Toyo Ito, 2002; Daniel Libeskind, 2001 e Zaha Hadid, 2000.
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