Capital de giro
Para saber qual será o gasto por mês antes de entrar receita,
quanto terá de ter em reservas para começar o negócio,
qual o faturamento mínimo para zerar as contas e começar
a ter lucro e em quanto tempo isso será possível é
necessário levar em conta o tipo de estrutura, o salário
do titular (valor do pró-labore estipulado como remuneração
fixa e que deve ser calculado independentemente dos lucros) e os gastos
com aluguel, telefone, luz, água, salários e encargos. "É
impossível dimensionar genericamente, mas o total desses gastos
multiplicado por seis meses é o mínimo de capital de giro
recomendável", alerta Fernanda.
Funcionários
Caso seja necessária a contratação de uma secretária
ou de outros funcionários, os custos operacionais serão
maiores. Em todos os casos – como autônomo, sociedade simples
ou sociedade empresária – os funcionários devem ser
registrados de acordo com a CLT.
Associação a entidades de classe
As entidades de classe e sindicatos relacionados à área
de atuação existem para defender os interesses da arquitetura
e apoiar os profissionais que representam. "Associar-se a uma entidade
é uma maneira eficiente de obter informações privilegiadas
sobre o mercado de trabalho", lembra Ronaldo Rezende, presidente
da AsBEA.
Profissionalização
Uma dica importante: é necessário evoluir constantemente
para sobreviver. No atual contexto de mercado, cada vez mais competitivo,
quem não se profissionaliza tem poucas chances. E isso se aplica
a qualquer tipo de negócio, inclusive para escritórios de
arquitetura. "Seria como uma repetição, no mundo dos
negócios, da 'teoria de evolução' de Charles Darwin:
os que não se adaptam são eliminados pelos predadores",
ressalta Fernanda Zannoni.
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PROJETO ESCRITÓRIO EMBRIÃO |
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Parte de uma série de iniciativas do programa
Aproximação com as Universidades, coordenado pelo arquiteto
José Eduardo Tibiriçá, vice-presidente de relações
político-institucionais da AsBEA Nacional, o projeto Escritório-Embrião
pretende estabelecer uma ponte entre as entidades profissionais e
as universidades, com workshops semestrais, para despertar nos alunos
uma visão empreendedora e estruturada do exercício da
sua profissão. Segundo o arquiteto, o objetivo é proporcionar
aos alunos programas de desenvolvimento empresarial que os tornem
capazes de gerir seus próprios escritórios. "Temos
que fazer necessário o nosso saber fazer, portanto, gostemos
ou não, esse tema deve fazer parte do nosso dia-a-dia",
argumenta.
Mais informações: (11) 3168-4982 |
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