Maior evento da arquitetura brasileira, a Bienal Internacional de Arquitetura
de São Paulo estará aberta entre 10 de novembro e 16 de
dezembro, ocupando os 25 mil m² da área expositiva do Pavilhão
da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Organizada pelo
IAB e pela Fundação Bienal de São Paulo, a 7ª
BIA coloca em discussão o tema Arquitetura: o público e
o privado, que estará presente não só nos projetos
expostos e no programa do Fórum de Debates, mas também na
própria concepção espacial da mostra.
Segundo o arquiteto José Magalhães Júnior, coordenador
da curadoria da 7ª BIA, o tema escolhido certamente abrirá
espaços para se repensar as políticas de desenvolvimento
urbano no Brasil - ou a falta delas. Para prestigiar o evento, o
presidente da UIA (União Internacional de Arquitetos), Gaetan Siew,
estará presente à solenidade de inauguração
e presidirá a abertura dos trabalhos do Fórum de Debates.
Apesar do pouco tempo de que dispôs para elaborar a gigantesca
exposição, a curadoria da 7ª BIA conseguiu organizar
uma programação extensa e atraente, com cerca de mil projetos
e 300 maquetes de arquitetos do Brasil e de todos os continentes. Espaços
especiais homenageiam os dois brasileiros laureados com Prêmio Pritzker:
Oscar Niemeyer, premiado em 1988, e Paulo Mendes da Rocha, premiado em
2006. A exposição de Paulo Mendes traz projetos urbanos
inéditos. A de Niemeyer, organizada pela FAUUSP e pelo IAB-SP,
expõe pela primeira vez o projeto original do Parque do Ibirapuera,
inaugurado em 1951, e inclui o projeto do auditório, concluído
em 2004.
Haverá ainda uma exposição em homenagem a Niemeyer
sob a marquise concebida por ele para unir os vários prédios
do Parque. Organizada por Ricardo Ohtake em um trabalho conjunto com o
Instituto Tomie Ohtake e o IAB-SP, a mostra reúne grande número
de projetos do arquiteto. Niemeyer é ainda reverenciado pelo desenho
do logo da 7ª BIA, criado pelo arquiteto Marcelo Aflalo, que reproduz,
de maneira simplificada, a planta original da marquise e dos edifícios
do Parque do Ibirapuera. A Bienal prestará ainda uma homenagem
aos arquitetos Carlos Lemos e Benedito Lima de Toledo, dois mestres que
propiciaram uma grande contribuição teórica para
a arquitetura brasileira.
Uma mostra gigantesca
Na organização dos espaços expositivos da 7ª
BIA, a primeira preocupação de André Vainer e Guilherme
Paoliello foi valorizar a arquitetura do prédio projetado nos anos
1950 por Oscar Niemeyer. O conceito de salas fechadas foi abolido, e a
área expositiva ganhou poucas divisórias, de altura limitada
e caixilhos livres, proporcionando espaços mais abertos e fluidos.
Remetendo ao tema do evento, o projeto criou elementos de integração
entre as áreas de circulação - públicas
- e as destinadas às mostras - privadas. Ao longo do
percurso, hiatos com praças e bancos propiciam descanso dos visitantes.
Painéis de OSB foram projetados especialmente para a Exposição
Geral dos Arquitetos e para a mostra do Concurso Internacional das Escolas
de Arquitetura.
As demais exposições - como a dos Homenageados, dos
Arquitetos Brasileiros Convidados, dos Arquitetos Estrangeiros Convidados,
e as Mostras Especiais - estão montadas sobre os painéis
cedidos pela Fundação Bienal. As mostras das Representações
Nacionais já chegaram prontas, têm seus próprios curadores
e ocupam recintos especiais.
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