A eficiência administrativa de um pequeno escritório de
arquitetura depende da busca constante por novos clientes e por diferenciais
que o tornarão competitivo no mercado. "Um pequeno escritório
é aquele em que as poucas pessoas que trabalham nele têm
de ter visão ampla do negócio", lembra a arquiteta
Vivi Cirello, da Vivi Cirello e Carol Farah Arquitetura e Decoração.
Confira as informações que podem ajudar a garantir longa
vida à pequena empresa.
Carteira de clientes
Ter uma carteira de clientes permanente é uma das estratégias
para que o pequeno escritório alcance o sucesso. A idéia
é estar sempre atento às novas oportunidades por meio de
parceiros, amigos e dos meios de comunicação. De acordo
com Gilberto Belleza, presidente do IAB-DN, contar com vários clientes
pequenos, em geral, é mais vantajoso que ter um cliente grande.
O pequeno escritório também deverá achar soluções
para driblar a sazonalidade de projetos. O mercado imobiliário,
por exemplo, tem altos e baixos. "Uma boa alternativa é atuar
em outros nichos como o corporativo, institucional ou comercial",
recomenda Belleza.
Gerenciamento de serviços e custos
Por mais simples ou por mais difícil que seja a elaboração
de um projeto, é preciso partir de um princípio básico:
o serviço prestado jamais deve dar prejuízo. O profissional
deve ganhar sempre. Todos os dados técnicos gerados ao elaborar
a proposta de preço, incluindo os controles da sua execução
e a quantidade de horas orçadas para cada parte do trabalho, devem
ser muito bem gerenciados. Esse cuidado deve existir desde a concepção
da idéia à elaboração dos desenhos, revisão,
atendimento e emissão final – e deve incluir todos os custos
diretos orçados. "Cada um real gasto a mais na elaboração
do serviço equivale a um real a menos na rentabilidade", salienta
Walter Maffei, arquiteto, consultor de gerenciamento e marketing de projetos
e gerenciamento de obras.
Primeiro contato
O arquiteto não tem a obrigação de fornecer o preço
do serviço logo no primeiro contato. Por isso, antes de decidir
o que irá vender para o cliente, marque uma reunião para
analisar quais são suas expectativas. Tenha sempre em mente que
cada cliente tem necessidades específicas e diferentes das dos
demais. Um serviço adequado é aquele que atende tanto ao
cliente quanto às necessidades profissionais e financeiras do escritório.
Como elaborar uma proposta
Com base nas necessidades detectadas durante a reunião, o arquiteto
tem de definir quais etapas do projeto e quais os conteúdos (tipos
de desenhos, especificações, memoriais descritivos, orçamento
da obra etc.) serão vendidos ao cliente. Outro item importante
a ser incluído na proposta é a quantidade de desenhos e
de horas trabalhadas durante o período de criação
e elaboração do projeto. Pode-se, ainda, vender ao cliente
a execução dos projetos complementares e a aprovação
nos órgãos públicos, o acompanhamento técnico,
o gerenciamento ou a execução da obra. "É possível
transformar um pequeno escritório de arquitetura em um grande gerador
de negócios", ressalta Maffei.
Preço adequado
Em geral, o preço do serviço prestado será definido
pelo mercado. Ao fazer o orçamento, a indicação é
certificar-se de que a proposta esteja sempre dentro dos valores praticados.
Custos diretos
Com base na quantificação das horas necessárias para
a elaboração dos documentos técnicos, será
possível orçar os custos diretos referentes à mão-de-obra
e outras despesas. De acordo com Maffei, o preço do serviço
deve ser calculado levando em conta os custos diretos e indiretos. "O
honorário é conseqüência dos custos orçados.
Quanto maiores os custos, maior o preço", explica. Vale lembrar
que não existe uma relação direta entre a quantidade
e a qualidade do serviço a ser prestado. Portanto, a execução
de uma menor quantidade de desenhos, por exemplo, não implica necessariamente
baixa qualidade do projeto.
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