Para completar o caráter sustentável da obra, grande atenção
foi concedida à questão energética, com uso de trocador
geotérmico de calor, reúso de energia provinda de gás
metano produzido em aterro sanitário, além de placas fotovoltaicas
e solares.
O enorme trocador geotérmico de calor facilita a drenagem mecânica
de ar fresco por suas tubulações em condições
de altas e baixas temperaturas externas, de tal forma que o ar que chega
aos interiores é pré-temperado. Além disso, na primavera
e no outono, os escritórios têm ventilação
natural pelas janelas, que podem ser abertas. No verão, a ventilação
noturna, em associação com a massa térmica de isolação
dos forros e paredes de concreto, auxiliam na refrigeração
das áreas de trabalho.
Um quinto de toda a energia consumida no prédio é proveniente
de fontes renováveis, e a energia total gasta no aquecimento do
edifício chega a ser 40% menor que a legalmente permitida na Alemanha.
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FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA |
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Geotermia, energia solar, gás metano e sistemas
fotovoltaicos. Todas essas fontes renováveis de energia foram
empregadas na Agência Federal para o Meio Ambiente, em Dessau,
Alemanha, projeto do escritório berlinense Sauerbruch Hutton,
com o intuito de minimizar o impacto do edifício no ambiente.
O trocador geotérmico de calor é um sistema subterrâneo
de tubos com mais de cinco quilômetros de comprimento, que
usa a temperatura do solo para pré-condicionar o ar a ser
distribuído pelos ambientes da Agência. Esse meio serve
tanto para substituir sistemas tradicionais de refrigeração,
produzindo 125 mil kWh/ano, como também para o aquecimento
necessário nos meses de inverno, que consome 86 mil kWh/ano.
Coletores solares foram instalados na cobertura do prédio
principal, na direção sul e em inclinação
de 30º, para absorver energia máxima possível
nessa latitude. Devido ao uso de tubulação a vácuo,
é possível extrair energia solar a temperaturas de
100ºC durante todo o ano.
Ainda para captar um pouco mais de energia do sol, elementos fotovoltaicos
foram integrados a trechos do teto envidraçado do Fórum.
Os módulos só foram instalados sobre a metade superior
do desnível, voltada para o sul, para que não ficassem
sombreados em nenhum momento. A área total em módulos
é de aproximadamente 400 m2, que geram mais de 24 mil kWh/ano.
Por fim, o gás metano, proveniente de um aterro sanitário
que foi equipado com um sistema de tubos extratores para essa finalidade,
atende, sozinho, a 9% da demanda energética do prédio
da Agência. |
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