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Como especificar

PARA CADA APLICAÇÃO
A UTILIZAÇÃO DO SISTEMA DYWALL SE AMPLIA PARA DIVERSAS FUNÇÕES E PROJETOS. O ESPECIFICADOR, NO ENTANTO, PRECISA ESTAR ATENTO ÀS NECESSIDADES DA OBRA

POR KEILA BIS


Museu Oscar Niemeyer
O sistema drywall assume o papel de forro, revestimento, parede, estante, nichos, em edifícios dos mais variados programas – de hotéis a igrejas, de hospitais a casas e apartamentos. E é por permitir diversas soluções que deve ser especificado conforme as necessidades do cliente e do desempenho exigido.

Paredes que dividem apartamentos em hotéis, por exemplo, necessitam dupla camada de placas. Já em divisões de ambientes dentro do mesmo apartamento somente uma camada de placa é suficiente. Para um isolamento acústico em um home theater dentro de casa, o ideal é usar duas camadas de chapas de gesso de cada lado da estrutura de aço galvanizado e colocar lã mineral no interior, como explica Carlos Roberto de Luca, químico e consultor técnico da Associação Brasileira de Chapas para Drywall. Essa possibilidade de isolar acusticamente permite que o drywall seja utilizado em casas de shows, salas de concerto e cinemas.

O drywall tampouco limita o uso da parede para colocação de armários, por exemplo – apenas exige o uso de reforços metálicos ou de madeira tratada em autoclave para melhorar o desempenho mecânico do sistema. Já o conforto térmico pode ser promovido com a instalação de lã mineral entre as placas, material que evita a dissipação de calor e proporciona um ambiente fresco no verão e quente no inverno.

A fixação de peças pesadas no forro, como lustres e ventiladores, é feita diretamente nos perfis metálicos ou em madeira presa e apoiada nos perfis. "Existem buchas diferentes que seguem especificações de acordo com o peso do produto", revela a arquiteta Silvia Ottani. Para a fixação de trilho de cortina, por exemplo, há uma bucha simples com duas abas laterais – conforme se gira o parafuso dentro da bucha, ele abre as abas que, por sua vez, fixam-se por trás do gesso.

Para a arquiteta e urbanista Patrícia Karol Bilia, é importante analisar o pé-direito da obra para garantir a resistência mecânica do conjunto, ou seja, assegurar que não haverá flambagem ou mesmo queda da parede. "Com o pé-direito, determina-se a espessura do sistema: a largura do montante (perfil metálico), o espaçamento entre eixo desses montantes e a quantidade de camadas de placas para vencer o pé-direito." Outros detalhes também devem ser analisados. "A tubulação de gás não pode ser embutida dentro da parede de drywal, pois em caso de vazamento a propagação do produto é potencializada entre as paredes", alerta Ottani. Há duas soluções: deixar a tubulação aparente ou criar paredes paralelas de alvenaria onde estiver passando o gás em frente à parede de drywall. Depois dessa fase, há outras exigências que o arquiteto ou o cliente podem fazer, como isolamento acústico, resistência ao fogo e umidade.

Para isso, existem chapas de gesso com três especificações segundo a sua finalidade. Para aplicação em áreas secas como quartos e salas, usa-se a chapa branca, denominada Standard (STD). Em áreas sujeitas à umidade como cozinhas, banheiros e áreas de serviço, usa-se a chapa de cor verde, que recebe o nome de RU (Resistente à Umidade), que não pode ser utilizada em áreas de piscinas e saunas. E a Resistente ao Fogo (RF), de cor rosa, é para uso em áreas secas que necessitam de um maior desempenho em relação a incêndio, como shafts elétricos e saídas de emergência. As placas de gesso podem ser escolhidas também pelo tipo de borda: as quadradas ou retas para forros removíveis ou as rebaixadas para paredes e forros fixos.

Qualidade e segurança
O primeiro passo para garantir a segurança e a qualidade de uma obra construída com o sistema drywall é utilizar produtos de uma empresa inserida no PSQ-Drywall (Programa Setorial da Qualidade do Drywall). Isso significa que todos os componentes do sistema passaram por testes de conformidade feitos pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) que apóia o programa e segue as normas técnicas em vigor no País. "O site da associação disponibiliza uma lista com as empresas que aderiram ao sistema, assim como uma relação de distribuidores e instaladores", avisa o consultor técnico da entidade, Carlos Roberto De Luca. Afinal, a montagem é critério essencial para o bom desempenho do sistema e deve ser executada por um profissional bem preparado.

A publicação da NBR 15217:2005 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) define os parâmetros com os requisitos mínimos de qualidade para os perfis de aço. Estabelece, principalmente, que os perfis devem ser produzidos a partir de chapas de aço com no mínimo 0,50 mm de espessura e com galvanização classe Z275, ou seja, 275 g/m² de zinco, dupla-face. Na hora da compra, o perfil deve ser identificado com as seguintes informações: nome do fabricante, tipo e largura de perfil, espessura da chapa de aço, classe de galvanização, comprimento do perfil, dia e hora de fabricação.

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