Nos pavimentos da base (2º, 3º e 4º andares) foram instalados
os ambientes de redação do New York Times. Os três
pisos se comunicam por escadas internas e estão divididos por um
pátio central que se alarga como um tronco de uma pirâmide
ao contrário. A redação é o coração
do edifício, o lugar onde o primeiro jornal do mundo é pensado
e realizado. No hall, uma instalação criada pelo artista
nova-iorquino Ben Rubin em colaboração com Mark Hansen,
professor da Universidade da Califórnia, tem 500 micromonitores
que desmembram toda a produção diária do jornal,
assim como as atividades dos milhares de internautas que todos os dias
interagem com o site do New York Times na internet (www.nytimes.com).
Para a circulação vertical entre todos os pavimentos da
torre, além de 28 elevadores, o arquiteto desenhou escadas externas,
vermelhas. Dessa forma, a movimentação das pessoas pelo
prédio é visível pelo lado de fora. Afinal, os jornalistas,
pelo menos em tese, colhem informações na rua.
A teoria e prática de Renzo Piano "peça por
peça"
Na área de desenho industrial, a relação entre o
projeto e a produção é bem maior que no campo da
arquitetura e construção civil. A teoria "peça
por peça" deriva dessa propensão instintiva de produzir
e verificar cada parte individual de um todo. "As barras de cerâmica
do The New York Times Building são 175 mil e algumas são
tão pequenas e reproduzidas tantas vezes que acabam por se tornar
um organismo, sempre reconhecível", afirma Renzo Piano.
O arquiteto diz que se a construção apresentar um erro
em suas relações de escala, não é mais possível
remediar. Segundo ele, há duas técnicas para evitar esses
evidentes erros de escala: pesquisar sobre a peça e construir um
holograma mental. É importante estudar as peças que compõem
a obra e fazer modelos. É dessa maneira que nasce o laboratório
do arquiteto, onde são realizadas maquetes até mesmo em
escalas 1:1.
O holograma mental, entretanto, é como um exercício físico.
"Você vai ao lugar e memoriza o contexto, depois fecha os olhos
e imagina o projeto, assim quando abre os olhos é possível
colocar o edifício no seu lugar", explica Piano. Essa técnica
quase cinematográfica é mais rápida do que o computador
e é fundamental porque quando você captura o lugar, é
possível revê-lo sempre.
A NEW ATTRACTION AT TIMES SQUARE
Designed by Italian architect Renzo Piano, the New York Times Building
will house the new headquarters of the newspaper. Transparent and permeable
to people's circulation, this 52-storey building expresses the intrinsic
link between the paper and the city.
The building's basic shape is simple and primary,
similarly to the Manhattan grid. It is slender, free of mirrored or
tinted glass which render towers hermetic subjects. The architect would
rather use clear glass combined with a pattern of ceramic that allows
the building to adapt to the colours of the atmosphere. Blueish after
a shower, shimmering red after a sunset, the building speaks to the
street. When people circulate between its floors, they will often take
the stairs located on the façades and their movement will be
visible from outside.
In accordance with the spirit of the project,
the lobby of the building is very open, transparent and permeable. At
ground level, a large internal garden will be publicly accessible and
visible from the street, thereby creating multiple transparencies through
the block from 40th to 41st streets. The lobby at the street level will
also include a semi-public auditorium, restaurants and shops that are
intended to be a part of the street environment. The base of the building
(2nd, 3rd and 4th floors) will house the headquarters of The New York
Times.
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