O
design chega à área de serviço das casas prometendo
agilidade e cuidado no lavar das roupas. A nova lavadora semi-automática
Duppla, da Arno, tem design assinado pelo Grupo Índio da Costa
e já recebeu menção honrosa na 21a edição
do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, na categoria Equipamentos
Eletroeletrônicos. A novidade é o compartimento Protège,
que divide o tanque da lavadora em duas partes, uma destinada à
lavagem de roupas pesadas e, a outra, à de roupas mais delicadas,
como lingeries ou peças de seda.
A idéia de se criar um compartimento diferenciado surgiu após
pesquisa com cerca de 300 consumidores, que pediram lavadoras que diminuíssem
os esforços e o gasto de tempo com a tarefa doméstica. A
partir dessa demanda, o escritório de Guto Índio da Costa
começou a trabalhar em um processo de criação que
levou cerca de um ano com uma equipe que buscou alternativas de design
para cumprir com os pedidos. "Foi um ano de desenvolvimento com uma
série de desafios tecnológicos que buscavam responder questões
do tipo: como produzir uma máquina eficiente em um tamanho reduzido?
Como resolver a questão da água lavando dois compartimentos
ao mesmo tempo? Como fazer com que a roupa pesada não se misture
com a delicada?" explica Guto Índio da Costa. A solução,
por fim, foi colocar o novo compartimento na parte frontal do aparelho,
solucionando as questões de espaço com um design criativo,
gerando a sinuosidade que caracteriza a peça.
"Tivemos vários desafios. Unir um processo de fabricação
viável e um custo adequado foi um deles. Fazer uma cadeira que
custe cinco mil dólares é fácil. Agora, fazer uma
lavadora que deve ser lançada com um preço que varia entre
300 e 400 reais é um processo bem mais complicado" compara
Guto.
Para se chegar ao resultado final, foi desenvolvida uma série
de protótipos. Guto explica que, além do segundo compartimento
destinado a roupas delicadas, a lavadora manteve a inovação
apresentada em um modelo anterior da Arno também desenhado pelo
grupo, a Lavete, cujo gabinete e cuba são uma peça única
injetada.
Desenvolvida em plástico injetável, material que proporciona
economia na produção e leveza à peça, o projeto
de design buscou transmitir à lavadora o padrão estético
característico da Arno. Guto afirma que a intenção,
desde o início, foi aliar funcionalidade, estética e um
processo de fabricação viável e econômico.
"Um bom projeto de design deve ser bonito, possuir um processo de
fabricação adequado e ser extremamente funcional. Esse projeto
possui os três pilares de que gostamos: inovação técnica
e fabril, inovação funcional e inovação estética."
As duas partes do interior da máquina são divididas por
uma tela perfurada, desenvolvida com o mesmo material plástico
do restante da peça, que não enferruja. Em um primeiro compartimento,
onde funciona a turbina, a lavagem é mais forte e direta. No segundo
reservatório, destinado às peças delicadas, a movimentação
é mais suave, o que garante uma lavagem sem nenhum tipo de dano,
como comumente acontece em lavadoras tradicionais, quando algumas peças
enroscam na turbina ou se desgastam com mais facilidade pelo simples atrito
gerado pelo contato com peças de tecidos ou acessórios mais
pesados.
Com capacidade de 5 kg, a lavadora pesa cerca de 13 kg e mede 503 x 933
x 632 mm, em dois modelos que se diferenciam pela entrada e saída
de água, que pode ser manual ou automática. A lavadora está
no Programa Brasileiro de Etiquetagem, do Inmetro, e possui o selo Procel
(Programa Nacional de Conservação de Energia) que garante
o menor consumo de energia para a melhor performance de lavagem.