Capacidade ampliada
O Complexo Terminal de Passageiros do Aeroporto Santos Dumont será
capaz de atender até oito milhões de passageiros por ano,
e hoje se compõe basicamente de quatro edifícios interligados
com suas funções claramente definidas. Agora, o prédio
existente, ainda em reforma, abriga as funções de desembarque
com salas maiores e mais três esteiras de restituição
de bagagem. O embarque foi transferido para o novo terminal, estruturado
em concreto armado e fechado por vidro, com três pavimentos e um
subsolo.
Frontal a ambos, no lado ar, está o conector envidraçado
em forma de túnel, onde ficam dispostas as salas de embarque e
corredores de ligação às pontes de embarque e desembarque
de passageiros. Interligando essas três edificações,
foi previsto o prédio de ligação, onde estão
as escadas rolantes, escadas fixas e elevadores que conduzem os passageiros
aos seus procedimentos de desembarque e embarque. Com o projeto, a área
de embarque antes com 560 m², conta agora com 4 mil m². E o
desembarque, que tinha 475 m² de área, contará com
1.360 m², após a finalização das obras.
Linguagem x acabamentos
Para dar unidade à linguagem dos dois prédios principais,
o arquiteto repetiu no novo terminal o saguão central do antigo
prédio, onde está uma parte da circulação
vertical, realizada por escadas rolantes. Também fez um contraponto
com a rigidez da fachada, dois retângulos, atirantando a marquise
curva ao longo do edifício de embarque com 162 m de largura. Ainda
para criar uma expressão única entre as duas edificações,
o arquiteto interrompeu a continuidade das linhas retas com duas coberturas
onduladas. Tanto a marquise quanto as coberturas receberam estrutura metálica
e telha do tipo sanduíche.
Como revestimento externo, foi usado o granito branco polar ora polido,
ora lixado, fixado por grampos no concreto e acompanhando a verticalidade
das esquadrias, que formam a cortina de vidro do tipo glazing. Já
as empenas laterais, menos visíveis, foram revestidas de mosaico
de vidro.
No interior, a pedra repete-se no piso que recebeu tabeiras em granito
vermelho bragantino, que também foi usado para recobrir o encabeçamento
dos pavimentos. Nas paredes internas, cerâmica e, em alguns detalhes
e colunas, alumínio.
Como cobertura principal, também foi adotada telha metálica
do tipo sanduíche, e sobre os vãos deixados pelo pé-direito
triplo, clarabóias de vidro que iluminam o interior, racionalizando
o consumo de energia elétrica. Os tetos dos pavimentos foram recobertos
com forro metálico removível para embutir as instalações
e facilitar sua manutenção.
A adequação do Santos Dumont conta também com tecnologia
para reúso de água, tratamento de esgoto e sistemas de monitoramento
e automação, com a interligação de todos os
sistemas eletrônicos e climatização.
Tubo envidraçado
Apesar das preocupações relevantes de uma obra aeroportuária,
o conector com 287,50 m de extensão foi o elemento de maior evidência
na hora de planejar, pela obrigatoriedade de proporcionar conforto pleno
aos usuários. Para tal, foi necessária uma intensa pesquisa
de materiais e testes de eficiência no IPT, recebendo aval das consultorias
de acústica e ambiental.
Em estrutura de aço, totalmente fechado com vidro, o conector
recebeu caixilharia composta por perfis tubulares de alumínio anodizado
com 350 mm de diâmetro e secundários com 100 mm, calandrados
para obter a forma arredondada, que foi preenchida com lã de rocha,
para isolamento acústico. No total, foram usados 6.350 m²
de vidro, com 2.196 m² de vidro curvo aplicado nas laterais e 4.154
m² de vidro duplo na cobertura.
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