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Brasil

PLANORCON - RIO DE JANEIRO, RJ
VEJO O RIO DE JANEIRO
A NECESSIDADE DE AMPLIAR O AEROPORTO É INEGÁVEL. MAS COMO FAZÊ-LO SEM COMPROMETER O TERMINAL DESENHADO PELOS IRMÃOS ROBERTO?

POR SILVANA MARIA ROSSO FOTOS CELSO BRANDO



Capacidade ampliada
O Complexo Terminal de Passageiros do Aeroporto Santos Dumont será capaz de atender até oito milhões de passageiros por ano, e hoje se compõe basicamente de quatro edifícios interligados com suas funções claramente definidas. Agora, o prédio existente, ainda em reforma, abriga as funções de desembarque com salas maiores e mais três esteiras de restituição de bagagem. O embarque foi transferido para o novo terminal, estruturado em concreto armado e fechado por vidro, com três pavimentos e um subsolo.

Frontal a ambos, no lado ar, está o conector envidraçado em forma de túnel, onde ficam dispostas as salas de embarque e corredores de ligação às pontes de embarque e desembarque de passageiros. Interligando essas três edificações, foi previsto o prédio de ligação, onde estão as escadas rolantes, escadas fixas e elevadores que conduzem os passageiros aos seus procedimentos de desembarque e embarque. Com o projeto, a área de embarque antes com 560 m², conta agora com 4 mil m². E o desembarque, que tinha 475 m² de área, contará com 1.360 m², após a finalização das obras.

Linguagem x acabamentos
Para dar unidade à linguagem dos dois prédios principais, o arquiteto repetiu no novo terminal o saguão central do antigo prédio, onde está uma parte da circulação vertical, realizada por escadas rolantes. Também fez um contraponto com a rigidez da fachada, dois retângulos, atirantando a marquise curva ao longo do edifício de embarque com 162 m de largura. Ainda para criar uma expressão única entre as duas edificações, o arquiteto interrompeu a continuidade das linhas retas com duas coberturas onduladas. Tanto a marquise quanto as coberturas receberam estrutura metálica e telha do tipo sanduíche.

Como revestimento externo, foi usado o granito branco polar ora polido, ora lixado, fixado por grampos no concreto e acompanhando a verticalidade das esquadrias, que formam a cortina de vidro do tipo glazing. Já as empenas laterais, menos visíveis, foram revestidas de mosaico de vidro.

No interior, a pedra repete-se no piso que recebeu tabeiras em granito vermelho bragantino, que também foi usado para recobrir o encabeçamento dos pavimentos. Nas paredes internas, cerâmica e, em alguns detalhes e colunas, alumínio.

Como cobertura principal, também foi adotada telha metálica do tipo sanduíche, e sobre os vãos deixados pelo pé-direito triplo, clarabóias de vidro que iluminam o interior, racionalizando o consumo de energia elétrica. Os tetos dos pavimentos foram recobertos com forro metálico removível para embutir as instalações e facilitar sua manutenção.

A adequação do Santos Dumont conta também com tecnologia para reúso de água, tratamento de esgoto e sistemas de monitoramento e automação, com a interligação de todos os sistemas eletrônicos e climatização.

Tubo envidraçado
Apesar das preocupações relevantes de uma obra aeroportuária, o conector com 287,50 m de extensão foi o elemento de maior evidência na hora de planejar, pela obrigatoriedade de proporcionar conforto pleno aos usuários. Para tal, foi necessária uma intensa pesquisa de materiais e testes de eficiência no IPT, recebendo aval das consultorias de acústica e ambiental.

Em estrutura de aço, totalmente fechado com vidro, o conector recebeu caixilharia composta por perfis tubulares de alumínio anodizado com 350 mm de diâmetro e secundários com 100 mm, calandrados para obter a forma arredondada, que foi preenchida com lã de rocha, para isolamento acústico. No total, foram usados 6.350 m² de vidro, com 2.196 m² de vidro curvo aplicado nas laterais e 4.154 m² de vidro duplo na cobertura.

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