Para diminuir a carga térmica dentro do galpão e, conseqüentemente,
o consumo energético com climatização, foi usado
no telhado de metal um "sanduíche" com 6 cm de poliuretano,
que tem uma inércia térmica grande.
Vainer acrescentou ainda um mezanino, de onde clientes podem acompanhar
a produção das fotografias de Rogério Miranda sem
interferir em seu trabalho. O espaço também se transformou
em um pequeno bureau de finalização, que se tornou essencial
com a adoção de mídia eletrônica na fotografia
e de seus recursos de edição.
Além de carros, Miranda fotografa objetos como alimentos, que
pedem um estúdio menor, com o apoio de uma copa. O terreno acidentado
permitiu a construção de um falso subsolo na cota do terreno
posterior, enquanto o estúdio principal fica na altura da rua.
Nesse falso subsolo, Vainer acomodou um estúdio menor, com apoio
de um camarim, um lounge com copa, um depósito, dois sanitários
e uma área de circulação onde é possível
estacionar carros.
Conectando espaços racionais
Galpão de estúdio, subsolo com equipamentos de apoio, mezanino,
escritório e recepção. Diferentemente de casas, ambientes
de trabalhos pressupõem uma grande racionalização
dos espaços. No projeto de Vainer e Paoliello, todos os ambientes
comunicam-se, sem que haja interferência de um sobre o outro. "Dois
fotógrafos trabalham ao mesmo tempo e conseguem se organizar, sem
um atrapalhar o outro", diz Vainer.
Uma peça central nessa organização de espaços
com usos independentes é a torre de escadas. Sanduichada pelos
dois blocos e construída no ponto de união dos desníveis,
ela permanece independente, mas une a circulação vertical.
Por ser um fotógrafo de automóveis, o cliente precisava
de um estúdio em que a entrada de veículos fosse a mais
fácil possível e independente da circulação
de pessoas. Para isso, foi instalada uma ponte metálica lateral
por onde carros entram no estúdio principal, no térreo,
e uma rampa que dá acesso ao subsolo. Pelo outro lado, as pessoas
entram no corpo do escritório pela recepção. Sempre
circulando pela torre de escadas, modelos podem descer ao camarim e subir
novamente ao estúdio e clientes podem ir ao mezanino ou ao escritório
sem nunca perturbar outros ambientes.
BLACK AND WHITE
The project of a photographic studio brought in its programming and
in the lot conditions which were so well resolved that the project was
awarded an honorable mention at the seventh Bienal Internacional de
Arquitetura de São Paulo, in 2007. The lot was characterized
by two levels: one part at street level contained by an anchorage wall,
and the other two and half meters below. The unevenness was used for
building two volumes with different programmes. At the forward part,
a two-floor monolithic graphite block shelters the reception, rest rooms
and an office. Its Spartan regularity is broken by windows and a door
which, off-square, are projected to the exterior. Meanwhile, the back
part of the lot is occupied in its entire width by the studio hall,
with 200 m². The hall is a volume closed with blind walls which
melt with the large metallic roof mass, with four ample sheds -
two southward, two northward. As they take on lighting from two opposing
directions, the openings obtain two types of luminous intensity. One
central part in the organization of spaces with independent uses is
the staircase: located in the middle of the two blocks and at the point
joining the two levels, it remains independent, but still joins vertical
circulation.
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