Enquanto na maior parte dos escritórios da área financeira
ou de advocacia o interior procura transmitir sobriedade e sofisticação,
em uma agência de publicidade o foco geralmente é outro.
Ainda que seja um local de trabalho, que por isso mesmo não possa
prescindir de conforto e organização, esse tipo de ocupação
permite maior informalidade, com soluções que privilegiem
a criação e o trabalho em equipe.
Assim foi no projeto de interiores da Sociedade da Comunicação/DDP,
em São Paulo. Em fase de expansão, a empresa buscava um
espaço mais adequado, em outro ponto da cidade, já que o
bairro onde estava instalada não atendia as necessidades de seus
funcionários e clientes. A escolha do novo imóvel e de todo
o processo de mudança contou com o suporte dos arquitetos do escritório
Piratininga, que também assumiu o gerenciamento e a execução
do projeto de interiores.
Essa convergência permitiu que trabalho e custos fossem tratados
de uma forma global. O projeto de organização interna, por
exemplo, foi facilitado pela geometria da planta. "As lajes são
pequenas, têm apenas 200 m², mas possuem proporções
suficientes para fazer essa disposição render", conta
a arquiteta Renata Semin, uma das sócias do escritório de
arquitetura.
Em função da área de cada pavimento e do número
de pessoas fixas que a agência deveria comportar, o programa foi
distribuído por dois andares (segundo e terceiro) com trânsito
interno feito pelas escadas.
O acesso se faz pelo andar mais alto, ocupado pelos departamentos da
agência que têm maior interface com fornecedores e prestadores
de serviço, como a recepção e áreas de trabalho
dos setores administrativos. No mesmo pavimento foram instaladas salas
de reuniões de diferentes dimensões e formatação.
Há, inclusive, uma sala de estar concebida para ser um espaço
mais descontraído para reuniões.
No edifício onde a agência foi instalada, não existem
halls na saída dos elevadores. Os arquitetos tiraram partido dessa
situação abolindo o hall. Com divisórias de vidro
transparente, garantiu-se uma condição visual mais confortável:
em vez de se deparar com uma divisória, quem chega tem à
frente um espaço amplo com vista para o exterior.
Ainda na recepção, uma única peça acomoda
a bancada de trabalho de um atendente e o banco para espera. Com cerca
de 5 m de comprimento, o móvel sintetiza a entrada à agência,
organiza e torna clara a circulação.
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