A incorporação de novas tecnologias de produção,
o aprimoramento das técnicas e de equipamentos e o intercâmbio
cada vez mais freqüente com centros de produção no
exterior fizeram com que a indústria de revestimentos nacional
desse um salto nos últimos anos. Isso ficou evidente durante a
sexta edição da Revestir – Feira Internacional de
Revestimentos, realizada em março pela Anfacer (Associação
Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos), em São
Paulo.
Segundo os organizadores, o evento recebeu mais de 30 mil visitantes
em seus quatro dias de duração, com novidades de cerca de
200 expositores de cerâmicas, rochas ornamentais, vidros, laminados
de madeira, pisos cimentícios e elevados, pastilhas e mosaicos.
A maior parte dos expositores tem fábricas no Brasil – e
muitos estão de olho também no mercado para exportação,
principalmente o norte-americano e o do Oriente Médio.
As inovações muitas vezes se traduziram no reforço
de algumas tendências. É o caso dos produtos baseados em
matéria-prima reciclada, dos acabamentos metalizados e dos formatos
gigantes para os revestimentos cerâmicos, que já haviam sido
exibidos na edição anterior da Revestir, mas que agora adquiriram
outras proporções.
Em relação aos materiais que se apresentam como ecológicos,
uma novidade são os selos como o SustentaX, que certificam se o
produto contribui positivamente para a obtenção de empreendimentos
sustentáveis, conforme critérios do Leed (Leadership in
Energy and Environmental Design) criado pelo U.S. Green Building Concil.
Outro indicador da evolução no tratamento do assunto por
parte da indústria é a diversidade de produtos que utiliza
material reciclado em sua produção, desde vidro e lâmpadas
fluorescentes à casca de coco e bambu.
As placas cerâmicas e os porcelanatos ultrapassaram as medidas
50 cm x 50 cm para conferir amplitude aos espaços. Com isso, deram
origem a novos formatos, chegando a até 1,20 m tanto para piso,
quanto para paredes. Da mesma maneira, a preocupação com
a customização dos projetos ganhou força e muitos
fabricantes priorizaram os acessórios que permitem ampliar o número
de combinações possíveis e, conseqüentemente,
dar maior personalização.
Após anos de predomínio do branco e dos tons naturais,
os padrões, sobretudo nos porcelanatos, tornaram-se mais urbanos,
com relevos e estampas serigrafadas mais precisas e contemporâneas.
O objetivo continua sendo a obtenção de cores e texturas
reais, mas enquanto no passado esse tipo de revestimento buscava apenas
reproduzir rochas naturais (mármores, granitos, limestones), hoje
imita também as madeiras, tecidos e materiais metálicos
(alumínio, inox, superfícies oxidadas).
A tecnologia fez também com que os laminados, tanto os de HDF
(madeira de alta densidade), quanto os de PVC, ficassem cada vez mais
parecidos com a madeira, não apenas em relação à
cor, como também em textura. Isso se mostra pertinente em uma época
em que a experiência ao toque tem sido muito valorizada, sobretudo
pelo consumidor de luxo, que já não escolhe o revestimento
apenas por motivos estéticos, mas também pela sensação
de conforto transmitida.
A necessidade de surpreender o público levou a indústria
de revestimentos a outros desenvolvimentos – como os materiais cerâmicos
e porcelanizados que trazem adição de cristais, fios de
ouro, platina e bronze, e as placas de resina cristal, semelhantes às
pastilhas de vidro, mas que se destacam por conter elementos naturais
(folhas, grãos, frutas, conchas etc.) dentro das peças.
| |
O
fórum da
aU é um espaço livre para que nossos leitores
debatam idéias. Use-o de forma adequada. Mensagens
ofensivas, impróprias ou que contenham palavras de
baixo calão serão excluídas. Seus comentário
serão exibidos juntamente com o nome de seu cadastro
no portal Pini. |
|