Com mais de quatro décadas de existência e um dos grandes
escritórios de advocacia do País, o Edgard Leite Advogados
precisava de uma nova sede, em São Paulo, capaz de comportar as
expansões atual e futura da empresa. O espaço projetado
deveria, ainda, refletir seus valores, como confiabilidade, solidez e
agilidade.
Para atender tais prerrogativas, o arquiteto Dante Della Manna, responsável
pela arquitetura de interiores, buscou criar uma atmosfera clara e elegante.
Para o sucesso do plano, porém, era importante que a iluminação
permitisse o bom desempenho das atividades do escritório, fosse
confortável aos usuários e, ao mesmo tempo, parecesse discreta,
sem a presença marcante de equipamentos e luminárias decorativas.
A tarefa de conciliar essas exigências e traduzir os desígnios
do projeto de arquitetura para a linguagem da iluminação
ficou nas mãos dos lighting designers Gilberto Franco e Carlos
Fortes.
O local escolhido para a implantação do escritório
- um pavimento inteiro de um edifício - foi o primeiro
desafio a ser superado. Embora situado em um dos endereços mais
nobres da capital paulista, a avenida Juscelino Kubitschek, o andar possuía
várias limitações. A principal delas era o forro,
com interferências de vigas e dutos de ar-condicionado que não
podiam ser removidos ou alterados.
A solução foi trabalhar, sempre que possível, com
recortes e superfícies luminosas difusas, criando formas retangulares
ou quadradas. Todas as soluções de iluminação
se concentram no forro. O arquiteto Gilberto Franco explica que, dessa
maneira, foi possível reduzir consideravelmente o número
de luminárias visíveis no projeto e obter a sutileza visual
desejada.
As restrições do pé-direito foram dribladas com
a criação de pequenos rebaixos em alguns lugares, como no
pool de secretárias que antecede as salas dos diversos sócios,
a fim de criar maior altura para iluminação direta ou difusa.
Nesses locais, ainda, foi criado um pano tensionado, sob o qual é
inserida a iluminação. O resultado é um efeito de
superfície perfeitamente difusa.
"Como não havia altura suficiente para conseguir difusão,
já que é necessário que as lâmpadas tenham
um afastamento razoável da superfície tensionada para obter
tal efeito, criamos um detalhe para deixar a superfície luminosa
mais baixa que o restante do forro", explica Franco. Assim, por coincidir
com a área de mesas, o rebaixo não só não
interfere na sensação de altura do forro, como ainda cria
uma leitura mais organizada do espaço.
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