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Especial Pini 60 anos

Luz com estilo
O desenvolvimento de luminárias para escritórios se apóia no tripé eficiência energética, conforto ambiental e design

POR JULIANA NAKAMURA


Determinante para assegurar bons níveis de conforto e produtividade em um ambiente de trabalho, a iluminação tem sido tratada com cada vez mais tecnologia e soluções complexas. No caso das luminárias empregadas em escritórios, o progresso tem buscado associar a esses objetos capacidade de iluminância, design integrado à arquitetura, conforto ambiental e, mais recentemente, uso racional de energia.

Desde que Thomas Edison inventou a lâmpada elétrica, em 1880, a evolução tecnológica das luminárias esteve associada aos incrementos obtidos nas próprias lâmpadas. "A miniaturização dos equipamentos tornou-se possível com a utilização de fontes de luz eletrônicas, os leds", lembra o lighting designer Plínio Godoy.

Outro exemplo é a maior utilização das fluorescentes tubulares T5 com diâmetro de 16 mm, em substituição às lâmpadas T8, com 26 mm, que permitiram reduzir as medidas das luminárias. Isso possibilitou maior avanço em relação ao design, mais evidente nas luminárias pendentes e de sobrepor, que se tornaram mais delgadas e discretas e, agora, interagem melhor com a decoração dos ambientes.

Com alta eficiência luminosa, as lâmpadas tubulares T5 trouxeram também melhorias quanto ao rendimento. Em comparação com as T8, o aumento no fluxo T5 é de aproximadamente 20%. Já em relação às T10, os ganhos podem chegar a 40%.

Tudo isso implica redução de números de pontos e melhora do desempenho energético. "Hoje conseguimos utilizar luminárias embutidas duplas parabólicas para escritórios com rendimento próximo a 80%", compara a arquiteta e lighting designer Neide Senzi.

A maior disponibilidade de matérias-primas para a confecção das luminárias, sobretudo com materiais mais leves, como os policarbonatos e o alumínio, também contribuíram para aperfeiçoar o design e facilitar a instalação e a manutenção.

Nos últimos anos, a preocupação com o usuário levou ao desenvolvimento de um número maior de mecanismos de controle de ofuscamento, desde simples ajustes na angulação das luminárias e redução da iluminância das fontes de luz, até a inserção de variados elementos rebatedores. "A necessidade de conforto foi atendida principalmente em relação à distribuição de iluminâncias, garantindo uma luz mais adequada para desenvolvimento de atividades", afirma o lighting designer Rafael Leão, do escritório Conforto Visual. Em sua opinião, o desenvolvimento das luminárias de facho indireto (com luz para cima) nos anos 90 também colaborou para o conforto no ambiente de trabalho. "Esses equipamentos melhoraram a uniformidade e a impressão que temos do espaço arquitetônico influenciando positivamente a atmosfera do ambiente de trabalho", diz.

Paralelamente, o maior conhecimento sobre o comportamento da luz tem feito com que mesmo equipamentos tradicionais sejam melhor empregados que no passado. É o caso das luminárias com refletores e aletas parabólicas, presentes no mercado há cerca de trinta anos, e que contam com grande diversidade de sistemas ópticos.

"Muitos fabricantes já perceberam que é importante contratar um especialista em iluminação para desenhar os conjuntos ópticos desses equipamentos, não se restringindo apenas à aparência da luminária", salienta Leão. Mesmo assim, é preciso cuidado com a utilização dessas peças, que possuem um ângulo de corte da luz que garante o conforto visual, mas que deixam as paredes escuras quando instaladas no centro do ambiente. "Paredes escuras influenciam negativamente a atmosfera do espaço", alerta o lighting designer.

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