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PRAÇA EM JUAZEIRO, NA BAHIA, MARCA A PRESENÇA DO BRASIL NA PREMIAÇÃO DA 6ª BIENAL IBEROAMERICANA
O escritório Sete43 Arquitectura recebeu o prêmio por melhor obra de espaço urbano na sexta edição da Biau (Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo), que aconteceu em Lisboa de 28 de abril a 2 de maio. Com o tema Habitar o território, desde a terra e o mundo, a Bienal recebeu arquitetos como Charles Correa, Mariano Arana, Aires Mateus, Paulo Mendes da Rocha, Joaquín Sabaté e Alvaro Siza em conferências especiais.

Durante o evento, foi anunciado que o futuro Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, na cidade espanhola de Avilés, deverá abrigar os arquivos da Biau. Por um acordo de colaboração, o Centro Cultural será a sede permanente da Bienal.
A Bienal deste ano foi organizada pelo Ministério de Habitação da Espanha, em colaboração com o Conselho Superior de Colégios de Arquitetos da Espanha, a Federação Espanhola de Municípios e Províncias e a Universidade de Alcalá de Henares. Por parte de Portugal, contou com a participação executiva da Associação Francisco D´Ollanda e com o apoio de instituições como a Ordem dos Arquitetos e a Facultade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa.

divulgação Sete43arquitetura
Praça Turca, Juazeiro, Brasil, do Estúdio Sete43 Arquitetura
Confira os vencedores:

Prêmio à melhor obra de arquitectura
 Parque e Biblioteca España, em Medelin, Colômbia, do Estudio de Arquitectura Giancarlo Mazzanti & Arquitectos.

Prêmio à melhor obra de jovem autor
 Casa Pentimento, no Ecuador, de José María Sáez e David Barragán

Prêmio à melhor obra de arquitetura de espaço urbano
 Praça Turca, Juazeiro, Brasil, do Estúdio Sete43 Arquitetura

Prêmio à trajetória
 Mariano Arana, Uruguai

AVENIDA PAULISTA GANHA NOVO PARQUE
divulgação Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo anunciou a criação de uma nova área verde na cidade, o Parque Municipal Prefeito Mário Covas. Localizado na avenida Paulista, entre a rua Padre João Manuel e a alameda Ministro Rocha Azevedo, o parque deve ocupar uma área de 5.396 m², mas com poucas construções: um bicicletário, um conjunto de sanitários (com total de 32 m²) e uma pequena edificação administrativa que deve abrigar um serviço de informações.

A preservação da vegetação remanescente no local é o ponto forte do projeto do arquiteto André Graziano, já aprovado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico). O projeto prevê que todas as árvores que já existem no terreno (cerca de 200) sejam mantidas, acrescentando-se também espécies que existiam originalmente no espaço. "Trabalhamos em um desenho que abrangesse toda a parte de tombamento que envolve a vegetação remanescente de Mata Atlântica. A idéia é fazer um projeto utilizando espécies que já existiam, dando um pouco mais do panorama original", explica. O parque também deve ter pérgolas com plantas como orquídeas, espécie não habitual em parques públicos, e uma pequena trilha na área mais fechada do bosque, de forma que será possível visitá-lo sem agredir a vegetação.

O reduzido número de construções, segundo Graziano, é uma forma de deixar o parque mais atraente, caracterizando-o como um espaço completamente voltado ao lazer. "Pensamos em conseguir uma parceria com o setor privado para ter uma área de wi-fi para que seja possível utilizar todas as facilidades tecnológicas em contato com uma área verde. Queremos fazer essa dualidade acontecer da forma mais simples possível", afirma o arquiteto.

O espaço escolhido para o novo parque já abrigou a casa do paisagista Roberto Burle Marx, projetada por René Thiollier, e demolida em 1972. O terreno então passou para o controle do Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro), quando funcionou como estacionamento, e em 1992 foi tombado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico), devido à representativa área verde do local.

A área passou por uma ação de desapropriação movida pela Prefeitura e está desocupada desde fevereiro de 2008. Atualmente está tombada por todos os órgãos históricos do município e do estado.

CPI INVESTIGA IRREGULARIDADES NA CIDADE DA MÚSICA

divulgação Christian de Portzamparc
Uma nuvem de irregularidades paira sobre o projeto da Cidade da Música Roberto Marinho (AU 127), no Rio de Janeiro, assinado pelo arquiteto Christian de Portzamparc. Com entrega de parte do complexo prevista para agosto deste ano, segundo informações da Secretaria de Obras da prefeitura carioca, o projeto da Cidade da Música foi submetido e aprovado pela câmara de vereadores e pelo Crea do Rio de Janeiro. Contudo, ainda existem controvérsias sobre a legalidade da contratação do arquiteto francês, além de inúmeras dúvidas quanto ao orçamento da obra de 87.403 m² em área construída.

Cerca de 2.800 funcionários se revezam dia e noite para entregar pelo menos o prédio principal, de 22 mil m², e infra-estrutura até o prazo prometido. O investimento na Cidade da Música, incluindo obras de infra-estrutura, urbanização e paisagismo, já ultrapassa 464 milhões de reais, quando o orçamento inicial era de 80 milhões. Por conta disso, foi instalada uma CPI na câmara de vereadores dia 3 de março de 2008, presidida pelo vereador do DEM, Carlo Caiado.

De acordo com o vereador, a CPI está em fase de conclusão, e aguarda um documento da Secretaria de Obras do Rio de Janeiro que comprove a informação de que os 80 milhões de reais previstos inicialmente na verdade dizem respeito apenas à primeira fase da licitação da obra, que em seu total seria orçada em 170 milhões de dólares. "Ainda não conseguimos apontar nenhuma irregularidade, até porque todos os procedimentos foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Município", disse Caiado à AU. Ele ressalta que todos os nomes da CPI são favoráveis à Cidade da Música, mas "desde que seja colocada de forma transparente".

Para o vereador Roberto Monteiro, do PC do B, a disparidade do orçamento inicial com relação ao que está em prática ainda não foi explicada. Ele também questiona o valor previsto para o contrato de arrendamento por 25 anos, de 97 mil reais, 5% do valor presente líquido (definido por uma consultoria de viabilidade). "É uma obra deficitária, sem retorno aos cofres públicos e que tem de ser dada quase de graça", avalia. Para ele, o fato do presidente da CPI ser do mesmo partido que o prefeito carioca, César Maia, afeta o andamento das investigações, pois há dificuldades como o atraso no envio de documentos por parte do governo. "É uma forma branda de retardar os trabalhos", disse.

Já depuseram na CPI o secretário de obras, Eider Dantas, da Cultura, Ricardo Macieira, da Fazenda, Fátima Rosane Bastos, o presidente do Tribunal de Contas do Município, Thiers Montebello, e membros do Crea-RJ. Todos podem ser convocados novamente em caso de dúvidas.

O arquiteto Christian de Portzamparc também prestou depoimento, acompanhado do secretário de cultura do município, que, segundo o vereador Roberto Monteiro, assumiu toda a responsabilidade pelo projeto arquitetônico - incluindo seus erros e acertos. Consultado por AU, o arquiteto afirmou que está satisfeito com o andamento do projeto, e tem acompanhado as polêmicas que envolvem a obra, mas ressalta que isso é uma questão política.

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