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Especial Pini 60 anos

Do piso ao teto
Se no passado as divisórias eram apresentadas como simples chapas usadas na divisão de escritórios, hoje, com as novas tecnologias, é possível encontrar modelos totalmente remontáveis, que acompanham a ocupação e as mudanças dos ambientes corporativos

POR ELIANE QUINALIA


Ainda assim alguns especificadores acreditam que uma divisória que não apresente alta eficiência acústica possui suas funções limitadas. "As divisórias devem permanecer em ambientes que realmente precisem de isolamento acústico, mas não podemos descartar a possibilidade de seu uso estratégico na organização de espaços com grande número de pessoas", completa Darione Franco, da ABNT.

O grande salto tecnológico das empresas de divisórias piso-teto no Brasil, no entanto, ocorreu em meados da década de 1990. A existência de feiras de mobiliário e o crescimento de produtos qualificados fizeram com que muitos fabricantes aprimorassem suas tecnologias para adentrar em um mercado cada vez mais competitivo. Dessa maneira, começou-se a definir um padrão em materiais para especificadores e clientes, que também tiveram o apoio de normas técnicas para favorecer a especificação e as características dessas divisórias. A NBR 15141, de junho de 2004, é a mais recente delas. A norma trata das divisórias modulares do tipo piso-teto em escritórios e define os requisitos mínimos de desempenho relacionados à dimensão, classificação e aos métodos de ensaio. Em fevereiro de 2008, a pedido da ABNT, o comitê de normas se reuniu e concluiu a primeira revisão da NBR 15141, que substituiu a antiga norma para divisórias leves.

A tendência para os próximos anos é que os ambientes sejam mais integrados - motivo pelo qual conceitos como o norte-americano Integrated Office System (IOS) estão sendo utilizados nos grandes pólos de negócios. Pelo IOS, as divisórias são integradas a painéis e podem ser adaptadas a qualquer tipo de móvel. No Brasil, no entanto, o sistema chega em partes e ainda não totalmente integrado. "A divisória é um elemento estático e infelizmente não se pode lançar um novo modelo a cada dois anos. Portanto, a evolução dessa tecnologia está mais relacionada ao conceito de ocupação de espaços e das tecnologias que interferem no mobiliário", finaliza Franco.

Linha do tempo - Divisórias

Color in the office, de Sara O. Marberry.
Década de 1950

As divisórias do tipo modular foram usadas em 1958, nos Estados Unidos, no edifício Union Carbide, considerado na época o Rolls Royce da arquitetura corporativa. O prédio agregou uma série de novidades, entre elas o uso da divisória modular. Importantes na organização dos espaços, os painéis surgiram no pós-segunda guerra mundial e usavam cores primárias para humanizar o ambiente de trabalho.

divulgação Jorsil

Década de 1980
Por ser um sistema simples, leve, com medidas padronizadas e baixo custo, as divisórias navais ganharam espaço nas empresas. Possuem painéis compostos por chapas de fibra de alta densidade produzidas com madeira reflorestada de eucalipto, pintadas em cores lisas e claras e podem receber vidros, inclusive duplos com persianas embutidas e tecido. Algumas oferecem miolo com lã de vidro, material que melhora o desempenho acústico da divisória. No entanto, ainda são pouco especificadas por arquitetos devido ao acabamento simplista que proporcionam.

 

Renato Tavolaro2000
Com o aumento de opções de acabamentos e materiais, a utilização do sistema de divisórias ultrapassa o ambiente corporativo: alguns projetos residenciais as adotaram como forma de divisão do espaço.

 

divulgação Headwall Partition System2008
A NBR 15141 foi revisada em 2008, atualizando os parâmetros de qualidade e desempenho das divisórias piso-teto modulares industriais.

 



 

O futuro
Divisória leve de vidro com perfil de alumínio na parte superior e inferior. O uso de materiais transparentes nos espaços de trabalho se torna comum e favorece a integração visual dos ambientes, sem comprometer o conforto acústico graças aos vidros de segurança utilizados. Estes, em geral, possuem alta espessura e laminação.

divulgação Interact

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