Oito obras compõem esse pequeno panorama sobre a arquitetura de jovens latino-americanos. Casas, projeto de habitação social, edifícios residenciais e comerciais, interior corporativo e até um orquidário transportam - e instigam - nossos olhares a resoluções que unem pertinência e adequação aos programas propostos.
Dois artigos acompanham esse panorama: Alvaro Puntoni pede uma ponte mais ativa para as experiências da prática e do ensino da arquitetura entre o Brasil e seus vizinhos latino-americanos, enquanto Fredy Massad e Alicia Guerrero Yeste criticam a sacralização da figura do arquiteto e a importação da visão primeiromundista e de modelos internacionais na arquitetura da América Latina. Para finalizar, o crítico Roberto Segre - um pouco italiano, argentino, cubano e brasileiro - nos brinda com uma entrevista que foca nos caminhos dos arquitetos na América Latina e finaliza nos apresentando a obra do venezuelano Fruto Vivas, que aos 80 anos produz com a inspiração jovem de quem, nas palavras de Segre, "continua fervendo idéias, promovendo a concretização de ideais e utopias sociais e afirmando a sua esperança na redenção da espécie humana".
A viagem começa na Serra da Mantiqueira, interior de São Paulo, ao desbravar as grelhas da casa dos jovens paulistas do FGMF. E, sem um roteiro linear, abre as fronteiras da América Latina.