Recursos limitados
A experiência de aplicar compostos sustentáveis a um skate veio também como uma forma de realizar testes de material com menos recursos. "Como trabalhamos em uma escala laboratorial, não temos maquinários sofisticados, tudo é feito meio que no improviso. Fazer teste de material é um processo caro, e o skate acaba sendo um objeto que já é o próprio teste do material: tem de ser fino, leve e resistente", explica o designer.
O modelo sustentável desenvolvido pelos estudantes ainda passa por ajustes, mas já foi testado e aprovado por quem talvez mais entenda do assunto: os skatistas. "É um produto que associa um estilo de vida, de quem gosta de andar de skate, com uma consciência mais ecológica", comenta Maia.
O Folha Seca ainda não entrou em fase de produção, mas de acordo com o designer há um esforço para até o final do ano colocar no mercado uma série limitada de até 30 unidades. A grande barreira para dar passos maiores é a dificuldade de produção em escala. "Não é fácil conseguir a matéria-prima. Para nível de produção, teríamos que comprar da Colômbia, ou da China - o que não queremos. Temos que correr atrás de patrocínio", afirma Maia. O investimento deve trazer bons resultados: empresas internacionais já se interessaram pela matéria-prima desenvolvida pela agência; uma montadora de carros alemã, por exemplo, fez uma proposta para usar o laminado de pupunha na fabricação de painéis de modelos de luxo. Mas isso, por enquanto, ainda é plano para o futuro.
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MAIS QUE SKATE |
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A Fibra Design Sustentável trabalha no desenho de outros produtos e outros materiais, como o bambu, em móveis como cadeira de praia e mesa. "São protótipos que mostram para o público as aplicações que esse material pode ter", explica Thiago Maia. |
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