Quanto custa?
"O custo de um site varia tanto quanto o de um projeto de arquitetura", explica Tadzio. A diferença pode ser grande: segundo os webdesigners consultados, os preços oscilam de 2 mil a 20 mil reais. "Dependendo do projeto, pode chegar até a 80 mil reais", diz Len.
Para o orçamento, o profissional leva em conta a quantidade de horas gasta no desenvolvimento, a tecnologia implantada, o tipo de programação utilizado, a complexidade e grau de envolvimento do contratante no projeto (projetos que necessitem a contratação de redator e ilustrador, por exemplo, têm custo maior). "Mais importante que o valor, é escolher um profissional que entenda qual imagem o escritório quer passar aos seus clientes", observa a arquiteta paisagista Claudia Diamant.
Entre os passos necessários está a escolha de um domínio, que é o endereço do website. No site do Registro.br (http://registro.br), gerido pelo NIC (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br, uma entidade civil sem fins lucrativos), é possível verificar se o domínio pretendido está livre e pode ser usado. É por eles, também, que se deve regularizar o endereço, com o pagamento de uma taxa periódica para sua manutenção, a partir de 30 reais anuais, além das taxas para renovações. Domínios que terminem com ".com.br", por exemplo, devem pagar uma taxa de 30 reais pelo período mínimo de um ano e 27 reais para cada ano adicionado durante o processo de registro ou renovação.
Outro custo que deve ser computado é a hospedagem em um servidor. O valor do serviço é mensal e depende do tamanho do conteúdo, das ferramentas (como uso de banco de dados para armazenar informações sensíveis) e da estimativa de tráfego, ou seja, a quantidade de acessos, volume de informações enviadas e recebidas por e-mail etc. "Uma hospedagem básica e simples geralmente não ultrapassa 30 reais por mês", conta Alexandre de Campos, diretor-executivo da Amidia Soluções Digitais.
As atualizações, feitas conforme a necessidade e demanda do escritório, também devem ser consideradas na hora de fechar o contrato. "Caso as atualizações não sejam tão freqüentes, uma opção é fazer um orçamento à parte", sugere Maurício. Se preferir, o arquiteto pode optar por um site administrável que possua interface interativa e permita que as atualizações sejam feitas diretamente na rede com editores de texto e de imagem acessados por senhas. "Depois que a página estiver pronta, o cliente pode alterar o conteúdo quando e onde quiser", explica Okamoto.
Desembolsar uma quantia extra na divulgação do site pode ser um investimento válido se o arquiteto deseja aumentar sua visibilidade na rede. Além de disponibilizar o endereço eletrônico e e-mails em todo o material impresso da empresa, uma estratégia é investir em campanhas de links patrocinados nos principais buscadores como o Google e Yahoo. "É uma maneira de possibilitar a associação com palavras que, quando pesquisadas, colocarão o site em posição de destaque na página principal de resultados", diz Alexandre de Campos, da Amidia.
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Identidade e tecnologia |
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| Site do Estúdio Tupi | Elaborado pelos designers do estúdio paulista Amatraca Design Gráfico, o partido do site do Estúdio Tupi, um escritório de jovens arquitetos que tem se destacado pela concepção e replicação de projetos de lojas como Fórum, Expand e ShoeStock, além de projetos para residências, levou em conta um sistema operacional de aparência neutra que enfatiza sobretudo a apresentação dos projetos.
Na página de abertura, as imagens se sucedem randomicamente de modo a propiciar uma nova apresentação a cada visita e ocupam 100% da tela. "A idéia é causar impacto no internauta, convidando-o a uma visita mais atenta", explica o arquiteto e designer Tadzio Saraiva, da Amatraca.
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| Site do Estúdio Tupi | Para viabilizar as imagens gigantes e as demais funcionalidades tais como janelas arrastáveis, minimizáveis e sobrepostas, além de animações, a opção foi construir o site em Flash. Outro ponto importante foi desenvolver uma arquitetura de navegação objetiva, capaz de sintetizar a filosofia de trabalho do escritório. Os designers criaram um menu com apenas três opções: portfólio, institucional e notícias. Entre outros recursos, o site possibilita a apresentação de vídeos, fotos em formatos maiores (sem a necessidade de clicar para trocar a imagem) e uma janela padrão "ficha técnica" para os interessados em informações mais precisas.
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| Site do Estúdio Tupi | O site conta ainda com um clipping, ferramenta que permite o acesso às publicações sobre o trabalho do estúdio. Por causa da necessidade de atualização constante, principalmente nas áreas "portfólio" e "notícias", foi criada uma ferramenta de administração online que permite a edição de 100% do conteúdo. Outro recurso é a área restrita que permite a troca de arquivos pesados entre clientes, colaboradores e plotadoras. Basta cadastrar um usuário e fornecer a ele uma senha. Desse modo, ele poderá baixar e subir arquivos de qualquer computador conectado.
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| Site do Estúdio Tupi | Bilíngüe (os arquitetos querem captar clientes fora do País) e inteiramente indexável por buscadores como o Google, além de possuir endereços específicos para cada página, o projeto permite a navegação pela barra do browser e links para qualquer ponto do site. "Poucos sites em Flash possuem essas qualidades, que aliam a flexibilidade dessa ferramenta à funcionalidade do HTML", diz Saraiva.
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| Tela do administrador do site |
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| Tela do administrador do site | |
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O que querem as empresas na rede |
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| De acordo com pesquisa divulgada recentemente pela TNS InterScience na revista Carta Capital, 79% das empresas possuem sites próprios, 18% têm um mundial e apenas 3% não estão na rede. Um dos principais objetivos, segundo 34% dos executivos ouvidos, é apresentar a empresa. Já para 32%, o investimento em sites objetiva gerar vendas e 27% utilizam essa ferramenta como canal de comunicação com o mercado. |
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