AÇÃO CONSTRUTIVA
Alejandro Bernal e Felipe Mesa, graduados pela Universidade Pontifícia
Bolivariana, são os sócios da Plan B Arquitetura, fundada
em 2000. Com uma atuação que, segundo os arquitetos, busca
"entender a arquitetura como uma ação construtiva,
e não uma imagem ou representação", a dupla
já conquistou concursos como o da nova sede para o colégio
Hontanares (2003). Bernal e Mesa são professores na Universidade
Colegiatura Colombiana e na Universidade Pontifícia Bolivariana.
EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL
Graduado pela Universidade de Buenos Aires em 2000, Andres Remy ainda
era estudante quando foi contratado por Rafael Viñoly, com quem
trabalhou por três anos em Nova York. Foi em solo nova-iorquino
que, em 2003, Andres fundou o escritório que leva o seu nome, mais
tarde realocado para Los Angeles, e, posteriormente, para a capital argentina.
Atualmente conta com o trabalho de direção de Flavia Bellani,
e toca desde projetos residenciais até centros de saúde.
ARQUITETURA GLOBALIZADA
Com 12 anos de experiência, o escritório AEI - Arquitectura
e Interiores se arrisca no mercado globalizado. Com base na Colômbia,
o AEI já desenvolveu projetos na Venezuela, Chile, Panamá,
Porto Rico e Peru, e agora trabalha no que deve ser seu projeto mais ambicioso:
o shopping Center Ogbah, na Arábia Saudita, de 60 mil m².
Sob o comando dos sócios Marta Gallo, Hector Bernal e Juliana Fernandez
(da esquerda para direita na foto), o AEI já soma cerca de 75 milhões
de m² construídos.
EXPANSÃO LATINA
Fundado em 1992 por Javier Sanchez (atual diretor), Santiago Sanchez,
Jeffrey Wernick e Álvaro Becker, o escritório mexicano JSª
passa por uma fase de expansão. O projeto do Hotel Condesa, de
2004, gerou uma nova perspectiva para o escritório, que no ano
seguinte passou a trabalhar também com interiores e, mais tarde,
assumiu projetos fora do país. Hoje o JSa conta com uma equipe
de 90 profissionais, resultado de novas parcerias com foco no desenvolvimento
em criação e design. A expansão é mais latente
agora, mas o reconhecimento vem de longe: desde 1998 o escritório
coleciona prêmios que vão desde a menção honorária
na 5ª Bienal de Arquitetura do México até a conquista
do prêmio Cemex XVI, em 2007.
NA LINHA DO EQUADOR
Fundado em 1996, o escritório Arquitectura X conta com a atuação
dos sócios María Samaniego Ponce e Adrian Moreno Núñez,
graduados pela Universidade Central do Equador, em 1999 e 1998, respectivamente.
Com trabalhos que variam desde desenho arquitetônico a urbanístico,
passando por interiores, design de mobiliário e investigação
histórica da arquitetura de Quito, o escritório já
conquistou diversos prêmios, como o da Bienal Panamericana de Quito,
em 1996, com a Casa Samaniego e duas indicações ao Mies
van der Rohe para América Latina, em 1998 e 2000, além do
primeiro lugar do concurso nacional de idéias para o desenvolvimento
de um projeto para a cidade de Cuenca, em 2003.
JUVENTUDE PREMIADA
Há nove anos e ainda sem o diploma em mãos, Fernando Forte,
Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz já enfrentavam
o mercado de trabalho e mostravam suas visões da arquitetura com
um escritório próprio, o FGMF. Apesar da pouca idade, os
jovens estudantes da FAUUSP tinham experiências em escritórios
nacionais e internacionais - e hoje acumulam estudos de pós-graduação
e prêmios como o do IAB-SP em 2004 pelo Edifício Kaze (AU
132) e o prêmio Jovens Arquitetos em 2005 pelo edifício do
Projeto Viver (AU 138). A Casa Grelha, publicada nesta edição,
mereceu do trio um envolvimento de intenso propósito investigativo
em todas as direções: funcional, tecnológica, plástica,
ambiental e construtiva. O resultado é uma residência que
promete conquistar mais prêmios para o escritório.
CIDADE PARA O BEM-ESTAR
Pensar e executar soluções que utilizem a cidade como um
meio eficiente para promover o bem-estar e as oportunidades à população
de baixa renda é a tarefa da Elemental, um "do tank"
com base no Chile mas que já pensa em expandir seus projetos a
outros países da América Latina. O grupo é formado
por onze profissionais - do qual faz parte o arquiteto Alejandro
Aravena, diretor-executivo (em destaque ao centro) e trabalha com projetos
habitacionais e de infra-estrutura privilegiando projetos que requerem
pesquisa e inovação. A Elemental já desenvolveu cerca
de mil unidades residenciais em cinco projetos distintos. Desde 2002,
trabalha em parceria com a Universidade Católica do Chile e conta
com o apoio da Copec (Companhia de Petróleo do Chile) desde 2006.
O ANTIGO E O TRANSITÓRIO
Nascido em 1963 em Nova York, Alberto Mozó mudou-se para o Chile
aos sete anos. Em 1991, o arquiteto graduou-se pela Universidade Católica
do Chile, apresentando como monografia um estudo que passou a ser marca
de seus trabalhos: a recuperação de construções
históricas em harmonia com o ambiente contemporâneo. Essa
coexistência lhe garantiu uma premiação do Conselho
da Província de Andaluzia (Espanha), pela restauração
de casas dos distritos históricos ibero-americanos. Mozó
também desempenha as atividades de designer de interiores e de
móveis, sem deixar de lado a arquitetura do futuro - caso
do edifício da Bip Computers registrado nesta edição,
que combina elementos sustentáveis, transitoriedade e rapidez de
construção.
TRAÇOS DE INOVAÇÃO
Unir a prática da profissão com as teorias da universidade
é lição que poucos arquitetos levam para o dia-a-dia.
O chileno Sebastián Irarrázaval mescla os dois lados na
medida certa em suas obras, que vão de um hotel na Patagônia
a casas em Santiago, passando por participações em concursos
internacionais. Irarrázaval se formou em 1991 pela Universidade
Católica do Chile, e dois anos depois já recebia seu diploma
de pós-graduação em arquitetura e urbanismo pela
Architectural Association, em Londres, com uma bolsa de estudos do British
Council. Desde 1994 divide-se entre a prática da arquitetura e
o ensino na mesma instituição em que se formou. Seu escritório
figurou na seleção da Wallpaper de 2007 como um dos 101
mais interessantes em arquitetura emergente no mundo.