No primeiro nível a residência é entregue com 6 m x 6 m, área que pode
crescer dentro do lote de 9 m x 9 m. Já no segundo, a área inicial é de 3 m x 6
m, ampliável em mais 3 m para o lado.
"Hoje essas casas valem três vezes mais do que o seu custo. Isso é desenhar a
moradia social como investimento mais do que como um gasto público, que é o
ponto central da Elemental", diz Aravena.
Lo Espejo
Conceitos semelhantes aos de Iquique foram
aplicados na construção do conjunto em Lo Espejo, na capital Santiago,
localizado nas proximidades de uma das principais vias da cidade. Concluído em
novembro de 2007, o lugar abriga 30 famílias em uma área de 1.568 m². A
diferença com relação ao primeiro projeto está na área das residências: em Lo
Espejo tanto a casa térrea quanto o apartamento dúplex podem chegar ao máximo de
6 m de largura. Outra adaptação de um projeto para o outro surgiu a partir das
diferenças climáticas. "Em Lo Espejo nós gastamos dinheiro em um teto contínuo,
como parte da metade entregue, porque em Santiago há chuvas constantes. Em
Iquique nós não tivemos esse problema, pois fica no deserto", comenta
Aravena.
O terreno de Lo Espejo conta com três de seus quatro lados urbanizados,
disposição adotada com o objetivo de organizar as moradias sem que fossem
necessárias novas obras de pavimentação. O edifício ganhou uma orientação
contínua em duas fissuras no sentido longitudinal do terreno, paralelas à área
de restrição gerada por um antigo canal.
A largura do terreno, considerada excessiva, foi aproveitada na forma dos
quintais privados que recebem as ampliações dos primeiros pisos. Com essa
operação, a casa térrea tem dimensões iniciais de 6 m x 6 m, enquanto o
apartamento dúplex possui 3 m x 6 m, mesmas medidas reservadas para o
crescimento da moradia ao lado.
SHARED CONSTRUCTION
"We have proposed
to stop thinking of a home as expenditure, but as social investment". The phrase
by the Chilean architect Alejandro Aravena explains the architectural concepts
of the Elemental - a "do tank" associated to PUC-Chile and to Copec. Within a
program by the Chilean Social Housing Ministry which allowed a subsidy of 7,500
dollars per needy family to finance the construction of their homes, the
Elemental projects seek to turn the social expenditure into an investment. The
budget only allows the construction of some 30 m2."The money is not enough to
build the entire house, only half of it. The key question is: which half shall
we build?" asks Aravena. The answer found by Elemental consists of the
construction of the most difficult part of the house: bathrooms, kitchen, stairs
and intermediate walls. The other half will be the responsibility of the
families. The first project is located at the city of Iquique, in the Chilean
desert, in which, instead of designing the best possible unit within 7,500
dollars multiplied by one hundred, the Elemental team asked itself which would
be the best 750 thousand building capable to shelter 100 families. The solution
was the construction of two-floor buildings already structured for their future
expansion.
"We supposed that if we have a point, it should be proven
by building (the paper and the computer displays are harmless), and to build
following the same rules of the game: economical, political, social and delivery
dates", concludes Aravena.
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