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Reportagens

CONSTRUÇÃO COMPARTILHADA
ARQUITETOS PROPÕEM UMA NOVA MANEIRA DE OLHAR - E FAZER - MORADIAS SOCIAIS AO DEIXAR UMA PARTE DA OBRA SOB RESPONSABILIDADE DOS MORADORES. O RESULTADO SÃO MORADIAS QUE SE VALORIZAM COM O TEMPO

POR ANDRESSA FERNANDES FOTOS ELEMENTAL SA



No primeiro nível a residência é entregue com 6 m x 6 m, área que pode crescer dentro do lote de 9 m x 9 m. Já no segundo, a área inicial é de 3 m x 6 m, ampliável em mais 3 m para o lado.

"Hoje essas casas valem três vezes mais do que o seu custo. Isso é desenhar a moradia social como investimento mais do que como um gasto público, que é o ponto central da Elemental", diz Aravena.

Lo Espejo
Conceitos semelhantes aos de Iquique foram aplicados na construção do conjunto em Lo Espejo, na capital Santiago, localizado nas proximidades de uma das principais vias da cidade. Concluído em novembro de 2007, o lugar abriga 30 famílias em uma área de 1.568 m². A diferença com relação ao primeiro projeto está na área das residências: em Lo Espejo tanto a casa térrea quanto o apartamento dúplex podem chegar ao máximo de 6 m de largura. Outra adaptação de um projeto para o outro surgiu a partir das diferenças climáticas. "Em Lo Espejo nós gastamos dinheiro em um teto contínuo, como parte da metade entregue, porque em Santiago há chuvas constantes. Em Iquique nós não tivemos esse problema, pois fica no deserto", comenta Aravena.

O terreno de Lo Espejo conta com três de seus quatro lados urbanizados, disposição adotada com o objetivo de organizar as moradias sem que fossem necessárias novas obras de pavimentação. O edifício ganhou uma orientação contínua em duas fissuras no sentido longitudinal do terreno, paralelas à área de restrição gerada por um antigo canal.

A largura do terreno, considerada excessiva, foi aproveitada na forma dos quintais privados que recebem as ampliações dos primeiros pisos. Com essa operação, a casa térrea tem dimensões iniciais de 6 m x 6 m, enquanto o apartamento dúplex possui 3 m x 6 m, mesmas medidas reservadas para o crescimento da moradia ao lado.

SHARED CONSTRUCTION
"We have proposed to stop thinking of a home as expenditure, but as social investment". The phrase by the Chilean architect Alejandro Aravena explains the architectural concepts of the Elemental - a "do tank" associated to PUC-Chile and to Copec. Within a program by the Chilean Social Housing Ministry which allowed a subsidy of 7,500 dollars per needy family to finance the construction of their homes, the Elemental projects seek to turn the social expenditure into an investment. The budget only allows the construction of some 30 m2."The money is not enough to build the entire house, only half of it. The key question is: which half shall we build?" asks Aravena. The answer found by Elemental consists of the construction of the most difficult part of the house: bathrooms, kitchen, stairs and intermediate walls. The other half will be the responsibility of the families. The first project is located at the city of Iquique, in the Chilean desert, in which, instead of designing the best possible unit within 7,500 dollars multiplied by one hundred, the Elemental team asked itself which would be the best 750 thousand building capable to shelter 100 families. The solution was the construction of two-floor buildings already structured for their future expansion.

"We supposed that if we have a point, it should be proven by building (the paper and the computer displays are harmless), and to build following the same rules of the game: economical, political, social and delivery dates", concludes Aravena.

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Bruno Luiz Gonçalves [18/07/2008 16:32]Mensagem imprópria? Clique aqui

Sobre a questão de deixar metade da construção para os moradores, apenas os acabamentos como a matéria expõe é o seguinte: é melhor ter 100 famílias em uma casa segura, com poucos acabamentos, do que apenas 50 famílias em casas bem acabadas e as outras 50 "pendurados" em um barranco.
Bruno Luiz Gonçalves [18/07/2008 16:26]Mensagem imprópria? Clique aqui

Acho uma ótima iniciativa todos os projetos que envolvem conjuntos habitacionais destinado ao público de baixa renda. Se iniciativas como esta já tivessem sido tomadas antes, talvez não haveria tamanha favelização em todos os países. Com certeza ajuda no processo de desfavelização de muitos países. São lugares seguros e bem desenvolvidos, diminuindo com isto também doenças geradas pela falta de saneamento e problemas do gênero.
 
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