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Edição 173 | Julho/2008
Editorial
Revoluçoes corporativas Por SIMONE CAPOZZI
A preocupação com a qualidade dos ambientes corporativos é crescente na sociedade contemporânea. Afinal, poucas atividades humanas exigiram tantas mudanças na forma de projetar e pensar ambientes quanto a laboral. Além da evolução da automação e da tecnologia de informação, que exigem instalações cada vez mais complexas, mudanças no ideário corporativo e nas práticas empresariais influenciaram bastante a concepção dos espaços. A palavra mais exigida hoje para um ambiente corporativo é a flexibilidade. As empresas estão em constante mudança e devem seguir nesse ritmo por muito tempo. Estamos adentrando ainda mais à era da mobilidade, na qual o trabalho pode ser realizado em praticamente qualquer lugar. Ao abrir um evento de tecnologia em Las Vegas no início de 2008, o empresário e fundador da Microsoft, Bill Gates, declarou que estamos entrando na "segunda década digital", cujo foco seria conectar pessoas. Ou seja, mais mudanças vêm por aí, e o espaço de trabalho deve ser pensado considerando tal mobilidade. Nesta edição de AU resolvemos mergulhar um pouco mais fundo no mundo do trabalho e mostrar como a arquitetura de interiores está respondendo a essas novas e incessantes exigências das empresas. Na seção Exercício Profissional, temos uma matéria sobre o BIM - Building Information Modeling. Próxima geração do projeto arquitetônico, agora em três dimensões, integra as especificações técnicas e elementos de diferentes projetos em um único arquivo. Traz a grande vantagem de liberar o arquiteto para o que, de fato, importa: dedicar-se ao projeto e não à sua representação gráfica. Antes disso, porém, os profissionais precisam aprender a desenhar em sistemas BIM e, em uma segunda fase, a trocar arquivos entre os projetistas. Algo que certamente vai exigir muita flexibilidade. Não por acaso, a palavra do momento no mundo corporativo.