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Edição 183 | Junho/2009
Cenário
Pavilhão do Brasil na ExpoXangai tem assinatura de Fernando Brandão
O escritório de Fernando Brandão será o responsável pelo
Pavilhão do Brasil na Expo 2010, que acontece em Xangai, China, de 1o de maio a 31 de outubro. O projeto foi vencedor do concurso nacional organizado pela AsBEA para a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Os outros dois finalistas do concurso foram os escritórios Tria Sistemas de Arquitetura e Nexo Arquitetura e Construções.
De acordo com Fernando Pinheiro, vice-presidente da AsBEA, a Apex pediu que o concurso fosse realizado pela AsBEA, com convite aos 65 escritórios que aderiram ao Convênio de Cooperação, um projeto entre a AsBEA e a Apex para desenvolver uma cultura exportadora no setor de arquitetura, com o incremento de profissionais brasileiros no cenário internacional. "Dos 65 escritórios convidados, dez manifestaram-se interessados em participar do processo, com três finalistas", explica Pinheiro. "Levou-se em consideração aspectos como originalidade, criatividade, exequibilidade, flexibilidade, clareza no conceito e qualificação técnica do escritório", explica Pinheiro.
Seguindo o tema da Expo Shanghai 2010,
Better City, Better Life (em português, Melhor Cidade, Melhor Vida), a proposta vencedora para o pavilhão brasileiro traz como temática as cidades pulsantes. Segundo Marcel Tanaka, arquiteto do escritório Fernando Brandão Arquitetura + Design e colaborador do projeto, a fachada do pavilhão, na forma de parênteses invertidos, representa justamente essa pulsação. "Em desenhos animados essa forma sempre representa algo vibrando, pulsando", explica Tanaka.
O projeto de Fernando Brandão traz referências já cristalizadas no ideário internacional sobre a cultura brasileira, como os clássicos futebol e samba. A fachada recebe pedaços de madeira reciclada, pintados de verde e presos por uma estrutura metálica. Tanto a cor, que representa a bandeira nacional, quanto as madeiras sobrepostas, que lembram os artesanatos de palha, são referências ao País.
Antes de entrar no pavilhão, o visitante percorre a obra em uma passarela que culmina em um ambiente onde imagens festivas de quatro telas de vídeo wall estão refletidas nas paredes revestidas de espelho. Os vídeos trazem atmosferas de urbanidades brasileiras, como a avenida Paulista, o metrô da Sé e a praia de Copacabana.
No térreo estarão expostos os projetos para os estádios da Copa do Mundo de 2014 e projetos urbanísticos e sustentáveis para cidades brasileiras. Antes da saída, há ainda um restaurante com comidas típicas e uma loja com produtos brasileiros. O projeto ainda pode ser modificado.
Ecos Urbanos substitui Sustentabilidade como tema da 8a Bienal Internacional de Arquitetura
A temática da 8a BIA (Bienal Internacional de Arquitetura) não será baseada apenas na sustentabilidade, como anunciada anteriormente. Ecos Urbanos é o novo tema da mostra. "Levando em conta algumas observações dos arquitetos do conselho da Fundação Bienal, concluímos que deveríamos ampliar o conteúdo e deixar que a sustentabilidade se tornasse apenas uma vertente do evento, e não a principal", explica Rosana Ferrari, presidente do IAB-SP. Cada letra da palavra Ecos representa uma dessas vertentes: espacialidade, criatividade, originalidade e sustentabilidade.
Serão apresentados projetos nacionais e internacionais que visem ao desenvolvimento urbano sustentável, permitindo que o adensamento humano em cidades ocorra de forma planejada e adequada para diminuir os impactos negativos sobre o meio ambiente.
Além da temática, a Bienal também mudou sua curadoria, que possui agora 17 membros. Cada um deles vai ter autonomia para cuidar de um determinado setor da mostra, como logística, montagem de ambientes, divulgação e as próprias exposições nacional e internacional, entre outros.
A mostra vai acontecer no Pavilhão da Bienal, no parque do Ibirapuera, em São Paulo, que está reservado entre os dias 1o de outubro e 12 de dezembro. "A perspectiva é de que a Bienal seja aberta entre 21 e 30 de outubro e finalize no dia 2 de dezembro, mas não temos ainda a data certa", explica Rosana.
O lançamento internacional e nacional da 8a BIA está programado para o final de julho, quando a UIA (União Internacional de Arquitetos) chega ao Brasil para acertar os detalhes sobre os projetos internacionais que integram a mostra.
Gustavo Penna e Mariza Machado assinam Memorial da Imigração Japonesa na Pampulha
As obras de Oscar Niemeyer ganharam companhia no Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Foi inaugurado dia 13 de maio o Memorial da Imigração Japonesa de Belo Horizonte (MG) , projeto dos arquitetos Gustavo Penna e Mariza Machado com investimento de 8 milhões de reais.
O projeto é dotado de um pavilhão de exposições arredondado, suspenso sobre um espelho d'água que representa a separação física entre os dois países pelo oceano. Os acessos são laterais, por duas rampas curvas que representam Minas Gerais e Japão. No exterior, duas praças com painéis de fotos contam a história da presença japonesa no estado mineiro.
No centro das duas rampas encontra-se o pavilhão de arte contemporânea, que recebeu pintura com tinta automotiva vermelha, em alusão às bandeiras nipônica e mineira. Apenas duas aberturas laterais do pavilhão central, nas portas de entrada e saída, levam luz natural ao ambiente. O espaço foi concebido artisticamente por Paulo Pederneiras, do Grupo Corpo.
O aço foi o principal elemento construtivo: foram mais de 350 toneladas do material em seus 16 m de diâmetro.
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