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Como reverter o fascínio dos moradores dos centros urbanos pelo automóvel? Basta melhorar o transporte coletivo?

>>> Leia as opiniões de especialistas consultados por AU



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Claudio Oliveira da Silva [19/02/2010 09:30]Mensagem imprópria? Clique aqui

O fascínio pelos automóveis tomou as cidades de assalto em um curto espaço de tempo e hoje os sinais indicam a perpetuação desse modelo de mobilidade. Definitivamente, a solução não é a melhoria do transporte coletivo por si só. É preciso pensar nos deslocamentos urbanos de forma integrada e atentar para demandas historicamente não atendidas como a circulação de pedestres, pessoas com deficiência e ciclistas. Tudo isso deve ser objeto de planejamento, projeto e políticas públicas. A briga é boa e o ingrediente principal está na cabeça de cada um quando escolhe onde morar, trabalhar e como vai se mover.
Alexandre Eduardo Fraga Coelho [11/02/2010 18:00]Mensagem imprópria? Clique aqui

A maioria das coisas funcionam em função do capital. Políticas urbanas que pretendam diminuir o lucro ou dificultar a atividade das grandes empresas nunca serão implementadas e mesmo que sejam, têm poucas chances de dar certo. A superlotação dos ônibus é difícil de se resolver, pois há um grande volume de deslocamentos em horários determinados e um reduzido número em horários intermediários. Este fluxo pouco constante também gera os engarrafamentos. Nosso horário comercial e a pouca flexibilidade deste horário é o grande vilão do trânsito. Este horário tão rígido não é garantia de produtividade para nenhuma empresa e há pessoas que passam toda a vida sofrendo para acordar cedo, enquanto outras adoram. Flexibilizar horários, priorizar as preferências pessoais pode tornar uma empresa mais produtiva e ajudar resolver o caos urbano. Tendo uma visão capitalista dos problemas talvez facilite a compreensão dos detentores do poder.
RUI MINEIRO [11/02/2010 14:26]Mensagem imprópria? Clique aqui

A ausência de planejamento, tem tornado as cidades perversas para seus usuários. A função CIRCULAR passou a ter importância desproporcional na vida do ser urbano. A cidade que não oferece opções de Habitação, Trabalho, Diversão em condições satisfatórias, força o cidadão ao deslocamento, os zoneamentos puristas aplicados nas cidades em especial nas décadas de 60 e 70 nos deixaram esse legado. Agora, além é claro de desenvolvermos um transporte coletivo de qualidade, precisamos estabelecer limites e redimensionarmos essa função.
RUI MINEIRO [11/02/2010 13:59]Mensagem imprópria? Clique aqui


Rosana M.G.spinola [11/02/2010 12:32]Mensagem imprópria? Clique aqui

SIM, a reversão do fascínio pelo automóvel nas áreas urbanas pode se dar com transporte coletivo de qualidade e neste sentido, entende-se com segurança, conforto, acessibilidade, economia, e, em quantidade adequada à demanda populacional e a infraestrutura.
Raymudo De Paschoal [05/02/2010 01:10]Mensagem imprópria? Clique aqui

A foto da maquete diz tudo. Pelo menos hoje com uma pista única, na enchente e trânsito parado o povão nadando pode sobreviver (nem todos). Com três pistas a mais aprisionar o rio e mesmo com o verdinho que enfeita a maquete virão tri enchentes e tri congestionamentos de carros. São Paulo com 800 veículos licenciados por dia precisa 360 novos quilômetros por ano numa largura de 20 metros das vias; o "fascinante" automóvel para se mexer precisa de 25 m²; não tem dinheiro para tanto, nem espaço. Até nós arquitetos não afeitos a números fazem esta simples aritmética. Congestionamento é garantido e quando o rio recebe nova água vai buscar o seu leito origina
Wesley Alves Messias [03/02/2010 13:35]Mensagem imprópria? Clique aqui

Infelizmente os governantes brasileiros do passado optaram em estruturar o país de modo a privilegiar o automóvel, ou seja é uma nação rodoviarista. Isso é ruim em muitos aspectos, onde podemos citar alguns: maior emissão de poluentes no ar; perdas econômicas colossais, já que o transporte sobre rodas é relativamente mais caro e mais lento que o de trilhos; maior espaço para se construir uma rodovia, isto é maior impacto ambiental. Já nas cidades, o fascínio das pessoas pelo automóvel é uma questão cultural que aderimos dos estadunidenses, refletindo o complexo de inferioridade que temos com relação ao hemisfério norte. Em outras palavras por muito tempo fomos incentivados a usar o automóvel. Investir em transporte coletivo é romper um paradigma de nossa civilização, sendo o primeiro passo para superarmos a "sociedade do automóvel". O transporte coletivo é a primeira atitude a ser tomada com o objetivo de mudar a mentalidade dos apaixonados por carros rumo à uma sociedade coletiva e bem mais racional
MONICA DE CARVALHO [03/02/2010 07:57]Mensagem imprópria? Clique aqui

O caos urbano é construído pelo homem e, o automóvel não é a peça-chave, apesar da atual política central estimular o seu uso por incentivos fiscais com redução de impostos. O individualismo e os maneirismos urbanos de circulação são atitudes a serem trabalhadas nos grandes centros urbanos. O transporte coletivo deve ter qualidade e, também estar integrado à educação urbana do usuário. Aqui no RJ o motorista fuma dirigindo e, ofende outros motoristas, avança sinais e, também joga o carro em buracos, imprensa carros e fecha cruzamentos, além de permitir a superlotação. A educação urbana está acima de tudo. O cidadão deve aprender a ser urbano na escola e na faculdade, desde a idade mais jovem possível. A criação da disciplina EDUCAÇÃO URBANA deverá ser inserida em curriculos escolares. Sendo pelo uso do automovel individual ou do transporte coletivo,e até bicicletas o caos sempre se dará, se não houver a educação da consciência humana de ser um homem urbano e participativo. MLCarvalho
Raymudo De Paschoal [03/02/2010 02:28]Mensagem imprópria? Clique aqui

Avenida Paulista, Domingos de Moraes, Ibirapuera e outras, com Metrô abaixo e acima ônibus, vazios na mesma direção; não há ajuste dos sistemas. Mesmo o transporte de cargas é do pneu e suas restrições. A fúria malufista de resolver tudo pegou em todos os administradores; para enfrentar questões ambientais fazem obras viárias, desconsiderando as variáveis urbanísticas e são vendidas como solução e não da reposição do ambiente destruído como seria caso; um grande equívoco em nome do pneu e o fascínio irreversível. Obras que optam pelo movimento/deslocamento e não pela economia de movimentos (*) criando problemas e não aplicando a boa técnica urbanística. (*) Collin Buchanan em "Traffic in Town"
Raymudo De Paschoal [03/02/2010 02:26]Mensagem imprópria? Clique aqui

Aqui automóvel não tem valor de uso, mas "fascínio" da classe média não ligando porta a porta já que 20% da frota circulam, o resto estaciona segundo especialistas. Grandes cidades têm bons sistemas de transporte e congestionamentos; quem tem "fascínio" vá de carro. São Paulo com cerca de 100 km de Metrô; Tóquio 1 milhão, Nova Iorque 800 mil, Londres idem, etc. e aqui o pior é a vitória do pneu sobre o trilho aumentando distância entre os sistemas e a integração dos modos
Raymudo De Paschoal [03/02/2010 02:22]Mensagem imprópria? Clique aqui

A pergunta não é pertinente.Nada a ver entre uma coisa e outra.Neste pequeno espaço não dá para argumentar.O Fato é que Grandes Cidades Mundiais tem ótimos Sistemas de Transportes e têm grandes congestionamentos.
Paulo Roberto França Bastos [02/02/2010 18:37]Mensagem imprópria? Clique aqui

Vou tentar resumir o meu entendimento.Primeiro percebo que o problema do transito não se remete a quantidade de veiculos a circular mas sim a falta de planejamento ou mesmo o planejamento realizado nos interesses especificos. As cidades não são zoneadas adequadamente(veja por exemplo qdo de ferias escolares o fluxo melhora razoavelmente).A densidade populacional não é levada em conta quando se define a ocup~ção do solo. Se tivessemos um dimensionamento da infraestrutura com base no numero de pessoas que a utilizam não teriamos problemas maiores. É muito facil responsabilizar o numero de veiculos nas ruas, mas ninguem tem a coragem de apontar os grandes responsaveis. Primeiro os governantes por não atuarem como planejadores e solucionadores de problemas e em segundo os arquitetos que se submetem aos interesses politicos(fundiarios, economicos, etc).Qual o problema em sermos uma sociedade fascinada por algo? Por falta de espaço encerro o comentario, grato
AILTON MASCARENHAS [02/02/2010 17:12]Mensagem imprópria? Clique aqui

Não. Há que se desconcentrar as atividades urbanas para perto de seus usuários, implantar redes informatizadas para evitar o deslocamento das pessoas, diferenciais em horário para evitarem-se os picos, transporte modais eficazes e onde necessários.
Carlos Cesar [02/02/2010 11:10]Mensagem imprópria? Clique aqui

Creio que negar a inevitabilidade do carro é fugir da realidade. O carro é imbatível, pelo conforto que proporciona. O desafio é criar condições de convívio mais civilizadas entre carros e cidades. Aposto que o caminho é aceitar-se o carro como meio de transporte preferencial, para o trecho entre o domicílio de cada pessoa e a estação mais próxima de um transporte coletivo eficiente, rápido e confortável. Estacionamento farto e confortável nas estações de metrô e de linhas segregadas de ônibus e VLTs podem reduzir o uso de carros nas zonas mais congestionadas das cidades. Enquanto lutarem contra o carro, não haverá chance de vitória. É preciso facilitar o uso do carro, nas zonas de aproximação das estações e dificultar seu uso nas zonas bem servidas por transporte coletivo. Nestas zonas mais congestionadas, facilidade para o transporte coletivo rápido, com capilaridade garantida por veículos de menor porte que circulem pelos bairros de maior densidade de tráfego.
Adriele Maia [02/02/2010 08:44]Mensagem imprópria? Clique aqui

Acredito que não. O governo teria que investir em qualidade de vida, que engloba a saúde, educação, segurança, transporte público, entre outros. Pois, do que adianta um metro rápido e que comporte zilhões de pessoas, se estas pessoas não se sentirão seguras? Se estas pessoas ainda pensarem que já que aumentaram as vias de circulação, por que não comprar um carro? E além de investimentos em outras áreas, são necessárias leis que restringem alguns horários, são necessários pedágios para desestimular o uso do carro e não para arrecadar dinheiro pra empresas privadas, são precisos rodízios e etc. E pra mim o investimento maior teria que ser na educação, para que haja conscientização destes usuários, para eles perceberem que o individualismo e a falta de preocupação com o meio ambiente não contribuem com nada. E que o governo pare de querer agradar grandes empresas automobilísticas e administrativas de estradas.
RUI MINEIRO [02/02/2010 08:35]Mensagem imprópria? Clique aqui

O modelo de vida que prioriza o individual sobre o coletivo, se reflete também no comportamento humano, em especial nas grandes cidades. Estamos pagando o preço, de no passado, não projetarmos as cidades considerando essa perspectiva individualista. O próprio modelo de cidade desenvolvido faz com que a circulação que deveria ser uma atividade meio nas funções da cidade, adquira status quase que de atividade fim. Além de fazermos uma revolução no transporte coletivo, precisamos mudar a cultura dessa sociedade individualista.
 
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