recebeu em 2011, com a poltrona Euvira, um dos prêmios mais importantes do design mundial: o IF Product Design Awards. O jovem de fala rápida começou na pequena Chapecó, SC, quando cursou marcenaria no Senai. Aos 16, trabalhou em uma indústria de móveis. Jader traçava um desenho técnico de rotina quando o chefe propôs: por que não desenhar uma cadeira? Sem saber que era difícil, Jader fez. O móvel saiu da prancheta e foi para a linha de produtos. Daí, não parou: estudou arquitetura na Universidade Comunitária da Região de Chapecó e na Faculdade Assis Gurgacz e trabalhou na Linbrasil, que coordena a fabricação dos móveis de Sérgio Rodrigues. Desde 2004, assina projetos para empresas brasileiras e reúne prêmios, como os do Museu da Casa Brasileira e da Idea Brasil.
Entre colegas
No penúltimo ano do curso de arquitetura da UFMG, Carlos Maia, Débora Mendes, Eduardo França e Igor Macedo decidiram montar um escritório. Parceria frutífera: em 2005, quando se formaram, venceram o concurso para a Sede da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, associados a Humberto Hermeto, formado também na UFMG dez anos antes. Trabalharam juntos até vencerem o concurso para o Memorial Minas Gerais, uma intervenção no casario histórico do centro de Belo Horizonte, em 2008. No mesmo ano, Eduardo se associou a Letícia de Azevedo, do Estúdio Arquitetura. Os outros quatro se tornaram sócios da Tetro Arquitetura. Na foto , Igor, Débora, Humberto, Carlos e Eduardo.
Casa de arquiteto
O casal Clara Reynaldo (FAU-UFPE), do CR2 Arquitetura e Lourenço Gimenes (FAUUSP), do escritório FGMF, realizou um sonho: projetou a própria casa. O terreno, estreito, longo e entre dois muros, exigiu dos arquitetos um estudo detalhado para que a casa fosse espaçosa e recebesse o máximo de luz. Mas assumir o papel simultâneo de cliente e arquiteto não foi tarefa fácil: a liberdade de criar a própria morada levou o casal a mudar o projeto muitas vezes - assim como os clientes fazem e os arquitetos tanto reclamam - até chegar à solução final. Valeu a pena: poucos meses após ser concluída, a obra já recebeu menção honrosa no Prêmio Jovens Arquitetos 2011.
Acordo de gerações
Edson Elito era experiente quando fundou seu escritório próprio, em 1998: aos 50 anos, já tinha trabalhado ao lado de Lina Bo Bardi e Abrahão Sanovicz - e foi com Sanovicz que projetou obras como o Sesc em Araraquara, SP. Em 1999, mesmo ano da morte do colega, associou-se à filha, Joana Elito (FAUUSP) e, dois anos depois, a Cristiane Otsuka (FAU Mackenzie). Hoje os três decidem juntos os detalhes dos projetos - como o do Sesc Santo Amaro, publicado nesta edição - e que são enriquecidos pelas diferenças de repertórios e ritmos de trabalho. Da esquerda para a direita, Cristiane, Edson e Joana.
Mineiros paulistanos
Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz (da esquerda para a direita), da Brasil Arquitetura, não precisaram se apresentar quando estudaram juntos na FAUUSP: eram de Cambuí, MG, uma cidade de quatro mil habitantes onde todos se conheciam. Um pouco pelo passado em comum, muito por afinidade, os dois aproximaram-se para trabalhar juntos. Em 1979, fundam o Brasil Arquitetura, associados a Marcelo Suzuki, que saiu em 1995. Em 1986, nascia a Marcenaria Baraúna, uma extensão do escritório de arquitetura onde são projetados e executados móveis. "Assim como em nossa arquitetura, ao desenhar móveis refletimos e buscamos soluções na história brasileira colonial, na experiência vernacular, nos pioneiros modernos nacionais e internacionais", explicam Francisco e Marcelo.